Educação Católica e Nova com as melhores classificações de sempre no ranking do Financial Times

Católica e Nova com as melhores classificações de sempre no ranking do Financial Times

A Católica School of Business and Economics, a par com a NOVA School of Business and Economics e a Porto Business School, figura entre as melhores faculdades de economia da Europa, de acordo com o Financial Times.
Católica e Nova com as melhores classificações de sempre no ranking do Financial Times
A Católica surge empatada com a Nova no ranking de 2016
Correio da Manhã
Negócios 05 de dezembro de 2016 às 00:01

"Nós ficámos extraordinariamente contentes, naturalmente", afirma Francisco Veloso, director da Católica-Lisbon. A faculdade alcançou a 23ª posição do ranking da Financial Times, a melhor posição alguma vez atribuída a uma instituição portuguesa. Aquela que afirma ser "a escola mais internacional do país" entrou nos rankings em 2008.

 

Com igual satisfação recebeu a NOVA School of Business and Economics a notícia. A faculdade também se encontra no 23º lugar da lista do Financial Times. Daniel Traça, director da faculdade, afirma que a instituição tem uma estratégia para a qual a posição nos rankings é importante, embora não seja aquilo que unicamente a move. "O facto de termos subido alguns lugares do ranking das melhores escolas, e de estarmos agora no topo ex-equo entre as escolas portuguesas é obviamente algo que nos deixa satisfeitos e que nos faz sentir que a nossa estratégia está no caminho certo", confere.

 

Ambas as faculdades atingiram a melhor classsificação de sempre. No ano passado a Católica ocupava o 26º lugar e a Nova surgia em 28º.

 

A Porto Business School marca a sua presença no ranking pelo quinto ano consecutivo. "É o sinal do reconhecimento do trabalho que se tem feito na escola, no caminho da internacionalização e da formação de executivos com cada vez mais excelência", confessa Patrícia Teixeira Lopes, directora-assistente. A Porto Business School mantém a 62ª posição, e foi a única instituição portuguesa a subir na categoria "MBA Executivo", que ocupa o 54º lugar.

 

A ideia de todos estes rankings é privilegiar muito a capacidade que a escola tem de criar uma realidade e uma lógica internacional Francisco Veloso, director da Católica-Lisbon

Qual o segredo por detrás destas faculdades?

 

Francisco Veloso sublinha três aspectos que contribuem para o prestígio da Católica SBE: a consistência da oferta educativa, a capacidade da escola continuar a afirmar-se numa lógica internacional, e o facto da mesma ser cada vez mais reconhecida pela sua "capacidade de liderar e contribuir do ponto de vista intelectual".

 

"A ideia de todos estes rankings é privilegiar muito a capacidade que a escola tem de criar uma realidade e uma lógica internacional" – afirma o director da Católica. A faculdade, segundo o próprio, disponibiliza em 40% de professores de carreira internacional e cerca de metade dos alunos em sala de aula a partir do 2º ciclo do Ensino Superior são de proveniência estrangeira.

Na mesma lógica internacional, a Católica SBE conta ainda com uma série de parceiros internacionais, nomeadamente na Europa, América do Norte e América do Sul.

 

Relativamente ao terceiro aspecto, Francisco Veloso afirma que a sua faculdade tem vindo a afirmar-se em termos de investigação. "Fomos a única universidade portuguesa presente na WebSummit com o nosso projecto Patient Innovation, que liga inovação na área da saúde com o papel dos pacientes como inovadores" – refere. Nas palavras do director, esta visibilidade internacional ajuda a explicar a capacidade de afirmar a qualidade e o reconhecimento da instituição.

 

As pessoas são o factor decisivo e distintivo da Porto Business School. Patrícia Lopes acentua primeiramente "um corpo docente de excelência", onde a preocupação recai sobre o rigor académico, a ligação com o mundo de negócios e a internacionalização dos próprios professores. "Depois são os nossos alunos: a matéria-prima de uma escola são os alunos e é também esse o seu produto final" – afirma – "a par de uma excelente corpo docente, conseguirmos recrutar os melhores alunos a nível nacional e internacional". A directora refere ainda o papel do corpo não docente, pelo papel que tem desempenhado na promoção da escola numa base diária.

 

O sucesso da NOVA Business School faz-se da articulação de duas partes. Por um lado, Daniel Traça destaca valores antigos: "são os valores do trabalho e do rigor com o qual preparamos os nossos alunos, do respeito pelo conhecimento, de pensar de forma rigorosa sobre o mundo, de trabalhar muito e de trabalhar muito nas aulas e levar essa ética de trabalho para as suas profissões e para aquilo que queremos fazer". O director refere ainda que a tradição da sua instituição assenta também na internacionalização, primeiramente no corpo docente, mais tarde com os programas de intercâmbio, e posteriormente com a presença de alunos internacionais e com o trabalho com empresas estrangeiras.

 

Por outro lado, a faculdade de economia da Universidade Nova de Lisboa também se alicerça sobre uma componente mais moderna, uma "parte muito mais moderna de trabalhar com os alunos, numa lógica de fazê-los entender a tecnologia, a mobilidade do meio para poderem trabalhar com as empresas", afirma Daniel Traça. A junção destes dois factores, refere, permite à faculdade formar profissionais competentes no seu local de trabalho e simultaneamente cidadãos que encontram a sua paixão e pretendem ajudar a transformar o mundo.

O facto de termos subido alguns lugares do ranking das melhores escolas, e de estarmos agora no topo ex-equo entre as escolas portuguesas é obviamente algo que nos deixa satisfeitos e que nos faz sentir que a nossa estratégia está no caminho certo Daniel Traça, director da NOVA School of Business and Economics

 Um estímulo para o ensino superior português

 

Francisco Veloso e Patrícia Lopes sublinham o facto de Portugal, considerando a sua densidade populacional e a sua capacidade económica, ultrapassar outros países em termos de representatividade no ranking. O director da Católica aponta para a Alemanha, tida como uma das maiores e mais desenvolvidas economias da Europa, que apenas tem duas escolas na lista da Financial Times. "Esse aspecto é muito positivo e muito importante porque mostra a capacidade e o potencial que as universidades portuguesas conseguem ter, com trabalho, dedicação e empenho, em termos de reconhecimento internacional", acrescenta.

 

Para Daniel Traça, a presença destas faculdades no ranking do Financial Times tem dois significados. Em primeiro lugar, o director da NOVA SBE afirma que esta distinção demonstra que o país tem "excelentes" business schools, capazes de desempenhar um bom trabalho. Em segundo lugar, Daniel Traça sublinha a cooperação "de salutar" entre as instituições, isto é, "a capacidade destas escolas de concorrerem por um lado, mas por outro lado de partilharem e de cooperarem quando é necessário para aumentar o poder de Portugal como um hub de business schools".

 

O ranking do Financial Times avalia as 90 melhores faculdades na área da Economia e da Gestão, contemplando cinco produtos: MBA a tempo inteiro; MBA a tempo parcial; Programas Abertos da formação de executivos; Programas Customizados da formação de executivos e mestrado em Gestão. Este ano, a lista é liderada pela London Business School, seguindo-se a HEC Paris e a Insead (França).

É o sinal do reconhecimento do trabalho que se tem feito na escola, no caminho da internacionalização e da formação de executivos com cada vez mais excelência Patrícia Teixeira Lopes, directora-assistente da Porto Business School 

 




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