Educação Colégios privados entregam 50 mil cartas a António Costa para manter financiamento

Colégios privados entregam 50 mil cartas a António Costa para manter financiamento

Cerca de meia centena de pais, professores e encarregados de educação de escolas particulares e cooperativas deixaram hoje mais de 50 mil cartas na residência do primeiro-ministro a pedir a manutenção do financiamento.
Colégios privados entregam 50 mil cartas a António Costa para manter financiamento
Correio da Manhã
Lusa 09 de maio de 2016 às 14:41

Em quatro carrinhos de mão, em várias caixas de papel, ou mesmo ao colo, professores, pais e funcionários entregaram hoje metade das cartas que conseguiram recolher para pedir ao Governo que anule o despacho que veio definir que só serão financiadas as escolas nas zonas onde não existe oferta pública ou, existindo esta oferta, mantém-se apenas o financiamento das turmas até que estes alunos acabem o ciclo de ensino que actualmente frequentam.

 

José Silva, representante da associação de pais da Escola Didaxis em São Cosme, Famalicão, é um dos manifestantes que critica a actuação do Ministério da Educação, acusando de querer "rasgar o contrato assinado no ano passado", que estabeleceu o financiamento das escolas particulares e cooperativas por um período de três anos.

 

A Cooperativa Didaxis tem cerca de 3.330 alunos que frequentam entre o 5.º e o 12.º ano.

 

Segundo José Silva, o fim do apoio estatal obrigará os alunos a mudarem-se para uma escola pública "que fica a 12 quilómetros de distância".

 

Funcionários e professores lembram ainda que o corte no financiamento "irá pôr em causa muitos postos de trabalho", contou à Lusa Francisco Assis, professor há 33 anos na Didaxis.

 

"A nossa intenção não é avançar com processos judiciais, a nossa intenção é chegar a um acordo", sublinhou Francisco Assis.

 

Funcionários, professores e representantes da associação de pais dos Salesianos de Manique também estão presentes no protesto.

 

"A escola é só uma, mas estamos a viver um momento de professores contra professores e escolas contra escolas", lamentou a professora dos Salesianos de Manique Ana Simões.

 

A docente explica que os alunos são escolhidos para aquela escolha através de "uma central de matrículas de acordo com critérios do Ministério da Educação", garantindo que não escolhem os alunos e que existem "muitos estudantes de bairros sociais".

 

A concentração começou às 11:00, em frente ao Palácio de São Bento, e a entrega das cartas demorou cerca de meia hora.

 

Por volta do meio-dia, uma delegação foi recebida pelo assessor para os Assuntos Económicos.

 


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mais votado AVerVamos Há 2 semanas

Este ministro consegue ser para lá de MAU, é um medíocre que rebenta a escala. Crato não era grande coisa, e este é completamente IRRESPONSÁVEL!! Mas como necessita de cair nas boas graças da FENPROF...E do Sr. bigodes Mário Nogueira, esse professor de ensino básico que não dá aulas há mais de 25 anos, e recebe nota BOM TODOS OS ANOS, na avaliação de professor.
Verdadeiros guardas de jóias para qual pagamos!! E cá anda a povoça a pagar ao "stor" um ordenado de horarío zero sempre a contar para a reforma!!!

comentários mais recentes
FAF Há 2 semanas

Foi dito no Parlamento que “o Governo preferia esvaziar a carga ideológica do debate entre ensino público e privado, centrando a discussão apenas na questão do financiamento e da gestão do Orçamento do Estado”. Também diz o ministro Tiago Brandão Rodrigues que "Nada nos move contra os agentes privados da educação".

Óptimo! E depois?

Ora, o problema do financiamento e da gestão do Orçamento do Estado só existe porque sucessivos governos e muitos cidadãos persistem em pensar no financiamento dos custos da educação em termos do financiamento das escolas (que são os fornecedores do serviço de educação), quando o que se impõe é garantir o financiamento aos alunos, através das suas famílias (que são os clientes do serviço de educação). É que o direito à educação respeita aos alunos e não às escolas! Significa isto que o financiamento “tem de ir atrás” dos alunos. O financiamento é necessário para pagar os recursos (professores, pessoal não docente, equipamento, edifícios, etc.) escolhidos pelos alunos e suas famílias e não para onde os governos decidem. Uma vez garantido o financiamento em função das escolhas dos alunos e das suas famílias, qualquer distinção entre escolas geridas pelo Estado ou por entidades cooperativas ou privadas torna-se irrelevante. Ou não será assim? É isso que crescentemente tem vindo a acontecer nos países mais avançados do mundo.

Sejamos, pois claros. O que interessa é saber como, em termos práticos e não retóricos ou ideológicos, devemos garantir o cumprimento das cláusulas sobre liberdade de educação consignadas na nossa Constituição, que têm de ser garantidas a todos os portugueses sem excepção, especialmente a quem mais necessita, que são os têm menores recursos. Pergunto: o artigo 43.º da Constituição da República Portuguesa, que nos diz “ser garantida a liberdade de aprender e ensinar" e que "o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas", é ou não é para ser cumprido na prática? E como é que isso se faz?

Alguém considera que a Constituição tem vindo a ser respeitada pelos sucessivos Governos? Ou será que consideramos que estas cláusulas existem apenas para fingirmos que somos democráticos ou para “podermos dizer que defendemos a liberdade”? Infelizmente, sucessivos governos têm desrespeitado estas cláusulas, esquecendo que quem não respeita estas cláusulas acaba por ser na prática inimigo da liberdade. Afinal, a liberdade nunca se perde de uma só vez. Perde-se aos poucos! É o que a História nos ensina!

É evidente que não é possível mudar de uma só vez a estrutura do financiamento, deixando de ser dado às escolas do Estado para ser dado aos alunos e às suas famílias (através das escolas que escolherem). “O caminho faz-se caminhando” e o que os portugueses têm de exigir é que os sucessivos governos dêem passos concretos no caminho certo e não lhes atirem areia os olhos. De outra forma, não criamos em Portugal uma cultura de liberdade e de responsabilidade, de criatividade e de criação de riqueza. Em suma, continuamos a preparar as crianças e jovens portugueses para um futuro sem futuro. É uma traição pela qual iremos responder um dia!

ruimiguelaparicio Há 2 semanas

Para comparar a escola pública com um colégio com contrato de associação é necessário que os pressupostos iniciais são iguais, o que é algo que não acontece. É claro que num colégio com contrato de associação os resultados são melhores porque só entra no colégio quem o colégio quer. Falar em melhor qualidade de ensino é grande mentira dos colégios. Devíamos começar pelos aspetos físicos (instalações), porque melhores condições físicas mais satisfeitos os alunos estão. É praticamente impossível comparar porque as escolas públicas não têm orçamento para investir ou manter aquilo têm. Assim resta comparar os recursos humanos de cada escola/colégio Para o provar vamos fazer os seguintes exercícios:

1 – Vamos trocar a gestão e nos professores do melhor colégio com contrato de associação com a gestão e os professores da pior escola pública do País (que normalmente recebe TODOS os alunos e está junto a um bairro degradado). Os resultados do colégio vão piorar? Os resultados da escola pública vão melhorar?

2 – Vamos trocar os todos os alunos do melhor colégio com contrato de associação com os alunos da pior escola pública. Os resultados do colégio vão piorar? Os resultados da escola pública vão melhorar?

Naturalmente que temos o direito de escolha da escola dos nossos filhos mas quais são as razões da escolha, o Projeto Educativo do colégio/escola pública? Já se leram os Projetos Educativos de ambos para afirmar que um é melhor que o outro? Eu já li bastantes Projetos Educativos e todos eles apontam para o bem-estar e sucesso educativo de todos os alunos. Por isso, a escolha do colégio pelo seu Projeto Educativo é um não argumento. (Projetos Educativos que apontem para ótimas condições físicas não podem ser comparados como já referi anteriormente)

As razões são claras, eu quero o meu filho numa escola onde ele esteja seguro e tenha um bom ambiente de sala de aula. Se uma escola pública recebe alunos de bairros degradados, de famílias carenciadas e muitas vezes monoparentais, que vêm para escola sem tomar o pequeno-almoço, onde as únicas refeições que tomam são na escola, onde os alunos não têm acompanhamento extra escola (explicações), onde são vítimas de abusos nos bairros onde vivem, acham que é possível que a escola pública consiga ter um bom ambiente de trabalho?

Nunca ninguém se questionou porque não é feito um colégio com contrato de associação junto a um bairro social? É estranho não é?

Eu posso ser o pior professor do mundo, mas se der aulas num colégio onde os alunos são selecionados à entrada (até parece se houvesse o cheque ensino o colégio iria aceitar alunos dos bairros sociais! Claro que diria que as turmas estavam completas), onde os alunos têm acesso a condições físicas melhores do que na escola pública, que normalmente têm os pais com emprego estável e remunerado acima da média e têm acompanhamento extra escola, os bons resultados aparecem de qualquer maneira. Eu próprio já dei explicações a um aluno de colégio considerado o melhor no ensino básico e o ensino é totalmente expositivo. Os resultados são bons porque a grande maioria dos alunos têm todos apoios necessários ao sucesso. De salientar que nestes colégios raramente existem turmas de cursos vocacionais com uma taxa elevada de alunos com histórico de retenções por faltas, abandono escolar e processos disciplinares.

Então o problema não está na escola está no meio que a envolve, na família e no ambiente da escola.

Façamos os seguintes censos: de que extrato social são os alunos do melhor colégio com contrato de associação? Se ambos os pais estão empregados? Se os alunos tomam o pequeno-almoço? Se têm todo o material necessário à aula? Se os encarregados de educação participam ativamente na vida escolar? E depois comparem com os da pior escola pública.

Para comparar a qualidade do ensino de ambas as escolas/colégios é necessário que o ponto de partida seja o mesmo. Numa experiência de comparação, se as variáveis iniciais forem iguais e não sejam alteradas, naturalmente os resultados serão iguais mas se forem diferentes os resultados claro também o serão.



Com os melhores cumprimentos

Anónimo Há 2 semanas

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Se o Nogueira faz mais barato :força seu Nogueira Há 2 semanas

A questão é simples : o que fica mais barato ao estado ! É claro que os privados nunca podem concorrer com a escola publica que tem instalações à borla e materiais .Façam concursos públicos em todas as escolas no inicio do ano ,se for o NOgueira a fazer mais barato siga

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