Educação Estado financiou ensino privado com 4,4 mil milhões de euros nos últimos 16 anos 

Estado financiou ensino privado com 4,4 mil milhões de euros nos últimos 16 anos 

O Orçamento do Estado financiou o ensino básico e secundário privado com 4,4 mil milhões de euros, nos últimos dezasseis anos, segundo uma análise do economista Eugénio Rosa, hoje divulgada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof).
Estado financiou ensino privado com 4,4 mil milhões de euros nos últimos 16 anos 
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 19 de junho de 2016 às 11:14

Analisando dados dos relatórios do Orçamento do Estado desde 2001 a 2016, o economista mostra que as transferências para o ensino privado e cooperativo andaram, por ano, entre os 240 milhões de euros e os 362 milhões de euros.

 

No quadro da análise de Eugénio Rosa, que a agência Lusa consultou, 2010 é o ano com maior verba transferida para o ensino básico e secundário privado e cooperativo, com um montante de 362 milhões de euros.

 

De 2005 a 2010, as transferências de dinheiro estatal para os privados ascenderem sempre a mais de 300 milhões de euros, sendo os anos em que aquele montante foi maior.

 

"Para o Estado e para os contribuintes, significa a duplicação de custos", escreve o economista, doutorado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão e que é consultor da CGTP e da Federação dos Sindicatos da Função Pública.

 

Eugénio Rosa destaca ainda que, este ano, com o atual Governo, o financiamento público das escolas privadas aumentou relativamente a 2015, passando para 254 milhões de euros, em 2016, quando, no ano anterior, tinha sido de 239 milhões.

 

Na mesma análise, o economista recorda dados de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas, em 2012, para apurar o custo por aluno no ensino básico e secundário.

 

Segundo esses dados, no ano letivo 2009/2010, o Estado gastou 4.522 euros por aluno no ensino privado: "Portanto, 52.887 alunos tiveram acesso a escolas privadas pagas pelo Estado".

 

Nas escolas públicas, no mesmo ano, o custo por aluno foi de 3.890 euros e, mesmo adicionando acréscimos de custos de pessoal, financiado através dos contratos de associação, esse custo subiria para 4.415 euros.

 


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mais votado Anónimo Há 1 semana

Será que as contas estão bem feitas? Ver legislação
Quando o Regime de Administração e Gestão das Escolas passou a ser uma clonagem do sistema político -com a vantagem para as Escolas de não terem que respeitar tratados internacionais- a legislação produziu-se abundantemente de modo a infernizar a vida a quem ainda acreditava que a Escola era para levar a sério. Posteriormente, como a quinta produzia boa cepa, a legislação começou a "dizer" no mesmo Normativo, uma coisa e o seu contrário. No tempo em que com alguns colegas fui escritor de blogs, com vista a combater o que nesse tempo se designava por "adesivos" -aqueles que nunca se deram ao trabalho de estudar, mas que se metiam dentro dos partidos para controlarem as Escolas- recebia do amigo Arlindo -um combatente de se lhe tirar o chapéu- a legislação quente do forno. Às vezes ainda abro um ou outro despacho:
http://www.arlindovsky.net/…/despacho-normativo-4-a-2016.pdf
Se repararem, para dar um ar sério temos o ponto 2 do art.º 3 e depois, para os Directores ganharem votos sem empecilhos jurídicos temos logo abaixo o ponto 3 do artigo 3.º. Nem se dão ao trabalho de disfarçar. Para quê? Qual pedagogia? Qual psicologia do desenvolvimento? A ciência é a do Chico esperto. Uma tristeza sem fim à vista. E o pré - escolar e o 1.º ciclo continuam a ser desprezados. Uma vergonha.
www.arlindovsky.net
ARLINDOVSKY.NET
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Quando o Regime de Administração e Gestão das Escolas passou a ser uma clonagem do sistema político -com a vantagem para as Escolas de não terem que respeitar tratados internacionais- a legislação produziu-se abundantemente de modo a infernizar a vida a quem ainda acreditava que a Escola era para levar a sério. Posteriormente, como a quinta produzia boa cepa, a legislação começou a "dizer" no mesmo Normativo, uma coisa e o seu contrário. No tempo em que com alguns colegas fui escritor de blogs, com vista a combater o que nesse tempo se designava por "adesivos" -aqueles que nunca se deram ao trabalho de estudar, mas que se metiam dentro dos partidos para controlarem as Escolas- recebia do amigo Arlindo -um combatente de se lhe tirar o chapéu- a legislação quente do forno. Às vezes ainda abro um ou outro despacho:
http://www.arlindovsky.net/…/despacho-normativo-4-a-2016.pdf
Se repararem, para dar um ar sério temos o ponto 2 do art.º 3 e depois, para os Directores ganharem votos sem empecilhos jurídicos temos logo abaixo o ponto 3 do artigo 3.º. Nem se dão ao trabalho de disfarçar. Para quê? Qual pedagogia? Qual psicologia do desenvolvimento? A ciência é a do Chico esperto. Uma tristeza sem fim à vista. E o pré - escolar e o 1.º ciclo continuam a ser desprezados. Uma vergonha.
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comentários mais recentes
matita42 Há 1 semana

Se for verdade, fez muito bem pois o ensino público com a degradação promovida pela CGTP/FENPROFchegou atal ponto que ainda nenhum dos entrevistados que defendem o ensino público disse que os seus filhos estavam a estudar no ensino público.
Alguma razão haverá.

Anónimo Há 1 semana

Se querem poupar dinheiro ao contribuinte comecem pelo sindicatos! Que todos pagamos e nada recebemos em troca!

ahah Há 1 semana

Qualquer gestor de empresa COMPETENTE que possua meios físicos (escolas) e humanos (profs) em casa não vai contratar e pagar ao exterior quem faça esses serviços, è simples não é?

pingu123 Há 1 semana

Parece que o prestigiado economista que elaborou o estudo se esqueceu de contabilizar as transferências do orçamento de estado para a Parque Escolar. Será que as mesmas não têm relevância material? Ou não constavam dos orçamentos que analisou?

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