Educação Fenprof reafirma "grande greve" no dia 21 e nega negociações com Governo

Fenprof reafirma "grande greve" no dia 21 e nega negociações com Governo

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, reafirmou hoje em Leiria que se mantém a greve do dia 21 de Junho, data de realização de exames nacionais, e desmentiu que haja negociações com o Governo.
Fenprof reafirma "grande greve" no dia 21 e nega negociações com Governo
Lusa 13 de junho de 2017 às 14:43

"Até esta hora [13:35] posso afirmar que não há nenhuma negociação em curso, não há nenhuma reunião a decorrer nem marcada", afirmou Mário Nogueira à agência Lusa, refutando assim declarações do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, à margem de uma cerimónia sobre os 30 anos do Programa Erasmus, em Estrasburgo.

 

Citado pelo Expresso, o governante disse estar em "diálogo com as organizações sindicais" e "também com outros atores que fazem parte da educação porque o caminho faz-se de diálogo e o diálogo continua".

 

Mário Nogueira salientou que "se não houver respostas" da tutela às preocupações dos professores, "será realizada uma grande greve no dia 21 de Junho".

 

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) realizou hoje de manhã, em Leiria, um plenário distrital do Sindicato dos Professores da Região Centro, onde foram discutidos vários problemas, entre os quais o descongelamento da carreira, os horários de trabalho, a necessidade de valorização da profissão de docente e o envelhecimento dos professores.

 

Mário Nogueira salientou a "participação significativa de docentes" neste encontro e afirmou que os professores "estão determinados, caso não haja resposta para as questões colocadas, a realizar uma grande greve".

 

Segundo o secretário-geral da Fenprof, existe uma "indignação" por parte da classe, por falta de "reorganização dos horários de trabalho, o que faz com que os professores trabalhem por semana, em média, 46 horas, pois há tempo que não é contabilizado".

 

Esta situação, disse Mário Nogueira, "provoca um desgaste enorme nos docentes".

 

Acresce a isso o "envelhecimento enorme da profissão". Segundo o secretário-geral da Fenprof, "não há medidas que permitam uma renovação dos docentes".

 

A "precariedade" é outra das preocupações evidenciadas, pois "os professores têm muito tempo de serviço e continuam de fora do processo de vinculação do Estado", seja "através do regime geral da função pública ou da própria profissão".

 

Mário Nogueira alertou ainda para a "expectativa" que foi criada no descongelamento das carreiras em 2018, lamentando que se "verifica um incumprimento".

 

Este responsável admitiu, contudo, desconvocar a greve, caso a tutela responda às preocupações dos docentes.

 

"Estamos disponíveis para dialogar. Não estamos a exigir nada de um dia para o outro, mas a exigir o cumprimento de respostas."

 

O secretário-geral anunciou ainda que os docentes presentes no plenário aprovaram por unanimidade uma moção que será entregue ao Governo no sentido de pedir respostas.

A Fenprof confirmou no dia 6 de Junho uma greve dos docentes para 21 de Junho.

 

Segundo a Fenprof, a tutela não assumiu compromissos em relação a matérias como o descongelamento de carreiras e o regime especial de aposentação ao fim de 36 anos de serviço, sem penalizações.

 

Para o dia da greve estão agendadas provas de aferição de Matemática e Estudo do Meio do 2.º ano de escolaridade e exames nacionais do 11.º ano às disciplinas de Física e Química A (uma das provas com maior número de inscritos), Geografia A e História da Cultura e das Artes.

 

 




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mais votado Anónimo 13.06.2017

Se eu tivesse filhos em idade escolar, garanto-vos que se apresentariam no dia 21 e se não fizessem exame não punham lá mais os pés! o ensino é obrigatório? Pois! depois resolvesse quem quisesse e pudesse, mas eu não mudaria as minhas rotinas pelos caprichos e chulice desta classe usurpadora que tudo quer só para ela. E os outros no privado que direitos têm? Só o dever de pagar impostos para encher a pansa a estes nababos que fazem todos os anos a mesma merd@!

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pertinaz 13.06.2017

PALHAÇO BANDIDO

Anónimo 13.06.2017

Oh Mário Nogueira, vai trabalhar para a tua escola e deixa a Máma! Já chega, tem vergonha, não leccionas há mais de 20 anos. Eu trabalhei 34 anos na mesma escola, sei como as coisas funcionam!

saraiva14 13.06.2017

Ah, grande Mário Nogueira! Na Coreia do Norte é que tu estavas bem! Já não tinhas cabeça!

labareda 13.06.2017

Eu aposto como esta Greve não vai acontecer. É somente um teatro da Geringonça. Na última hora será exaltada a "capacidade de negociação" do Costa e a "isenção" dos Comunistas/Sindicatos na defesa dos "interesses dos professores".

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