Economia Governo e professores chegam a compromisso depois de 10 horas "presos a pormenores"

Governo e professores chegam a compromisso depois de 10 horas "presos a pormenores"

Governo e sindicatos da educação chegaram esta madrugada a um compromisso, que durante dez horas esteve pendente da discussão de pormenores, mas que conseguiu avanços e permite continuar negociações em Dezembro sem comprometer nenhuma reivindicação dos professores.
Governo e professores chegam a compromisso depois de 10 horas "presos a pormenores"
manifestação professores manif
Lusa 18 de novembro de 2017 às 09:35

Os sindicatos saíram satisfeitos da maratona negocial com o Governo, que só acabou na madrugada deste sábado, 18 de Novembro, mas sem dar nada por garantido, insistindo que "tudo se joga" nas negociações que arrancam a 15 de Dezembro e que vão regulamentar muitas das matérias que constituem as principais reivindicações dos docentes.

 

O compromisso prevê a recuperação do tempo de serviço dos professores e o início da reposição salarial ainda na presente legislatura, prevendo-se, segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, "que o encerramento desta recuperação seja na legislatura seguinte, até para não ser um prazo muito largo".

 

"No último minuto estivemos a discutir um artigo definido, que às vezes faz a diferença, e neste caso fazia. [...] O Ministério da Educação desde o início pretendia que ficasse apenas uma referência a tempo de serviço, falava sempre em recuperação 'de' tempo de serviço, o que lido sem artigo definido poderia querer dizer um mês, um ano, três anos e meio. Não havia uma definição do tempo na íntegra", disse Mário Nogueira aos jornalistas, já depois das 05:00, quando terminou a reunião com o Governo.

 

Deixar por escrito uma formulação que "não beliscasse" um dia que fosse do tempo de serviço congelado aos professores foi a grande dificuldade dos sindicatos, que não abdicam da contagem dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo congelado, tendo a proposta do Governo, segundo o líder da Fenprof, chegado a sugerir que a contagem não chegasse sequer a abranger os sete anos de serviço desde 2011, ficando abaixo disso.

 

"Para nós, o importante era que desta fase de negociação saísse intocável a recuperação de todo o tempo de serviço. Se aqui tivesse ficado escrito nove anos, quatro meses e dois dias este documento não se chamaria declaração de compromisso e chamar-se-ia acordo", disse Mário Nogueira.

 

Ainda que sem acordo, o compromisso garantiu, no entanto, outras questões importantes para os sindicatos, que admitiram que não acreditavam que fosse possível obter: o Governo acedeu a deixar progredir os professores colocados em escalões de quatro anos sem exigir qualquer tempo de serviço adicional -- tinha estado em discussão um acréscimo de dois anos -- e garantiu que os cerca de sete mil docentes retidos no 1.º escalão da carreira desde 2011 vão poder progredir "de imediato" em Janeiro de 2018, sem qualquer faseamento.

 

João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE) considerou este aspecto "um grande ganho" para os professores e Mário Nogueira lembrou que os sindicatos desde o início que pediam um primeiro sinal orçamental já em 2018.

 

Inscrita no compromisso ficou também a garantia de que não haverá mexidas no Estatuto da Carreira Docente: nem na sua estrutura, nem na sua duração.

 

O Governo acedeu também discutir e negociar em breve aspectos como o regime especial de aposentação e a composição dos horários de trabalho, estando o início da discussão deste último aspecto na agenda da reunião marcada para a próxima terça-feira, com a indicação de que desse encontro vai ser um calendário que permitirá ter efeitos no próximo ano lectivo.

 

Se isso se concretizar, adiantaram Fenprof e FNE, será desconvocada a greve parcial que as estruturas mantêm à componente não lectiva do horário dos docentes.

 

O compromisso foi, no entanto, suficiente para hoje Dias da Silva ter anunciado o levantamento de outra greve parcial em curso, a greve ao primeiro tempo do horário dos professores.

 

Os sindicatos foram unânimes a enaltecer o contributo da manifestação e greve dos professores de quarta-feira para os resultados hoje obtidos, assim como as propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2018 apresentadas pelos partidos da esquerda no parlamento, mas deixaram um apelo aos professores para que não baixem os braços num momento em que vão continuar "negociações de grande complexidade" e um alerta ao Governo.

 

"Saímos com a sensação que foi possível ir o mais longe que era possível ir aqui. [...] Se hoje não houvesse este compromisso estaríamos aqui a anunciar uma grande manifestação de professores para o próximo sábado, dia 25. Não o fizemos porque temos este compromisso, mas sábados é o que não falta, há pelo menos um por semana", disse Mário Nogueira.

 




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Mr.Tuga Há 3 semanas

O gang dos xuxas e geringonços liderado pelo Toine Bosta a fazer o que melhor sabe: ABRIR AS PERNAS DO CONTRIBUINTE E ENVIAR A FACTURA PARA O FUTURO.....

O Dr. COSTA NÃO DEVE CEDER ÀS GREVES DO PCP. Ponto Há 3 semanas

Se o PCP, com as suas exigências, forçar a que a Geringonça termine, irá pagá-lo fortemente nas próximas eventuais Legislativas.
O Dr. ANTÓNIO COSTA não deve ceder às greves do PCP, visto que, se ocorrer o fim da Geringonça, a castanha não estalará nas mãos do PS, mas nas do PCP e fortemente.

Anónimo Há 3 semanas

Não sei se repararam, mas o executivo de AC, faz parte de um governo fantoche.Quem manda no país é o BE e o PCP.Nunca pensei vir a assistir a uma coisa destas.O PS, está tão agarrado ao poder que não se importa de levar o país para o abismo.Sempre votei PS, mas que desilusão meu Deus,Renovação JÁ PS

O PCP EXIGE E NÓS, CONTRIBUINTES, PAGAMOS Há 3 semanas

AFINAL, ONDE ESTÁ A VISÃO POLÍTICA DO Dr. COSTA, Q NÃO VÊ Q ESTAS GREVES ORQUESTRADAS PELO PCP SÃO APENAS PARA IMPRESSIONAR.

IGNORE-AS E DESCANSE, HOMEM !
FAÇA OUVIDOS DE MERCADOR AO NOGUEIRA.

O PCP NUNCA DEIXARÁ A GERINGONÇA, PQ A ÚLTIMA COISA Q QUERERÁ É VER, DE NOVO, A DIREITA NO PODER.

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