Educação Livros para rapazes e raparigas: CIG e Porto Editora vão trabalhar em conjunto

Livros para rapazes e raparigas: CIG e Porto Editora vão trabalhar em conjunto

Depois da polémica dos livros diferenciados para rapaz e para rapariga, a editora de livros escolares e a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género vão trabalhar juntas na produção de livros dirigidos a crianças.
Livros para rapazes e raparigas: CIG e Porto Editora vão trabalhar em conjunto
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Filomena Lança 11 de setembro de 2017 às 13:33

Num comunicado conjunto realizado esta segunda-feira, 11 de Setembro, a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e a Porto Editora anunciaram que "vão trabalhar em conjunto na produção de materiais dirigidos a crianças, integrando abordagens promotoras da cidadania e igualdade de género".

 

As duas entidades assumiram o compromisso na sequência de uma reunião entre a presidente da CIG, Teresa Fragoso, e o Administrador da Porto Editora, Vasco Teixeira. Trata-se de um "compromisso assente no respeito e reconhecimento mútuo do papel relevante que ambas desempenham nas respectivas áreas", lê-se no comunicado.

 

A ideia é o desenvolvimento, "em estreita colaboração", de conteúdos que "fomentem uma educação promotora de igualdade de oportunidades e do desenvolvimento das diferentes capacidades e talentos de todas as crianças, contribuindo assim para a construção de uma sociedade em que mulheres e homens exercem uma cidadania plena".

 

A Porto Editora viu-se recentemente envolvida numa polémica na sequência da publicação de dois livros de actividades para crianças dos quatro aos seis anos, destinados um a rapazes e outro a raparigas, um em azul e outro em rosa. A polémica começou nas redes sociais e tomou rapidamente grande dimensão.

 

A editora negou as acusações de discriminação de género e preconceito, mas a CIG considerou que as cores, temas e grau de dificuldade diferentes para rapazes e raparigas das duas publicações "acentua estereótipos de género que estão na base de desigualdades profundas dos papéis sociais das mulheres e dos homens", e recomendou a sua retirada do mercado, o que a Porto Editora acabou por fazer.

 

"A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e a Porto Editora consideram importante valorizar o diálogo construtivo entre as duas entidades, que resulta no trabalho conjunto que vai ser desenvolvido", conclui o comunicado agora divulgado. 




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