Educação Manuais escolares: ministério e directores desmentem problema informático

Manuais escolares: ministério e directores desmentem problema informático

A maioria das escolas já conseguiu exportar os dados e o Ministério da Educação está a acompanhar os agrupamento com dificuldades em lidar com a plataforma. Directores desdramatizam o problema.
Manuais escolares: ministério e directores desmentem problema informático
Correio da Manhã
Negócios com Lusa 23 de agosto de 2018 às 13:39
A grande maioria dos agrupamentos escolares já conseguiu exportar os dados da plataforma dos manuais escolares e os problemas que existem em algumas escolas estão a ser resolvidos. Este é, de forma resumida, o ponto de situação que o Ministério da Educação e os directores das escolas fazem, no seguimento de uma notícia do Jornal de Notícias sobre dificuldades em validar os dados da plataforma. 

O Ministério da Educação desvaloriza e garante que a "quase totalidade dos agrupamentos já exportou os dados e que as empresas de 'software' têm colaborado na tarefa". Fonte oficial do ministério assegurou ao Negócios que não se pode falar num problema informático. Existem sim alguns problemas concretos nas escolas, que podem estar relacionados com dificuldades em lidar com a plataforma. De todo o modo, a mesma fonte garante que o Instituto de Gestão Financeira de Educação tem estado a ajudar todas as escolas que precisam. 

Já o presidente da Associação de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas admitiu esta quinta-feira que há várias escolas que não conseguem validar dados na plataforma dos manuais escolares Mega, mas salientou que o problema deve ficar resolvido nos próximos dias.

Em declarações já esta quinta-feira à agência Lusa, o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que na véspera falou àquele jornal, disse que há agrupamentos que conseguem exportar os dados dos alunos, mas estes depois não aparecem reflectidos na plataforma."Ou seja, na prática eu exporto dados, faço tudo direitinho enquanto escola, só que os pais e a escola não têm acesso ao Voucher porque ele não existe", disse, destacando, contudo que "esta situação não é um drama".

"Há muitas escolas que já têm o problema resolvido, mas outras não. Por isso, temos estado em contacto via telefone e 'email' com a IGeFE (Instituto de Gestão Financeira de Educação, que gere a plataforma), que já estão a ajudar", sublinhou.

De acordo com Filinto Lima, há muitas escolas que não têm 'vouchers' para entregar aos pais para irem às livrarias levantar os manuais escolares. "Contudo, penso que o problema informático vai ficar resolvido nos próximos dias em todas as escolas. Poderá causar alguns atrasos, mas não é impeditivo para que os alunos tenham acesso aos livros", disse.

Manuais escolares gratuitos, novos ou usados, começaram a ser distribuídos a partir de 01 de Agosto através da Mega a cerca de 650 mil alunos: 500 mil do 1.º ao 6.º ano de todas as escolas públicas de todo o país e cerca de 150 mil do 7.º ao 12.º dos estabelecimentos de ensino lisboetas, através de uma parceria da autarquia com o ministério.

Através do site www.manuaisescolares.pt, os encarregados de educação acedem à plataforma que lhes atribui um 'voucher' que podem descarregar numa aplicação móvel ou então imprimir e entregar numa das livrarias aderentes. O 'voucher' é automaticamente emitido e fica disponível na área privada dos encarregados de educação.

Na plataforma estão manuais escolares utilizados no ano lectivo que agora terminou, mas também livros novos, que podem ser utilizados por famílias, escolas e livreiros.

A plataforma deverá estar activa até ao final de Outubro, para garantir que não ficam de fora alunos que mudam de escola após o arranque do ano lectivo.



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