Educação Mário Nogueira: "Não é aceitável que não haja recuperação já em 2018"

Mário Nogueira: "Não é aceitável que não haja recuperação já em 2018"

Em declarações ao Negócios, o líder da Fenprof acredita que seja possível um outro apoio parlamentar para garantir a recuperação já em 2018 e pergunta ao Governo se quer ter um resto de ano lectivo "com tranquilidade".
Mário Nogueira: "Não é aceitável que não haja recuperação já em 2018"
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 15 de novembro de 2017 às 16:27

O líder da Fenprof disse esta quarta-feira que "não é aceitável" que a contagem do tempo de serviço dos professores apenas tenha reflexos a partir de 2020, já com outro Governo, e mostrou-se confiante que seja possível aprovar no Parlamento uma norma que preveja a recuperação na carreira dos professores já em 2018, mesmo que contra a vontade do Executivo.

Mário Nogueira reagia assim, declarações ao Jornal de Negócios, às mensagens que o Governo foi passando esta manhã, no dia em que os professores estão em greve e concentrados na entrada da Assembleia da República.

"Se o Governo quer que os professores voltem à greve e à rua" então é isso que acontecerá, disse Nogueira, acrescentando que "não é aceitável que só em 2020 haja algum impacto".

"Não vamos aceitar que só depois deste Governo se inicie a recuperação" nas carreiras relacionada com a contagem do tempo de serviço para efeito de descongelamento de carreiras, acrescentou, lamentando que o Governo esteja a adiar para a próxima legislatura o impacto da contagem do tempo de serviço.

Esta manhã, no início da audição parlamentar da secretária de Estado Adjunta e da Educação no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2018, Alexandra Leitão afirmou que "vai haver uma forma de a contagem da carreira docente ser, de alguma forma, recuperada", acrescentando que o Executivo vai ver "com os sindicatos de que forma se fará o seu faseamento".

Perto da hora de almoço, a secretária de Estado adiantou que a matéria ficará fora do Orçamento do Estado para 2018 – "não é matéria para o Orçamento do Estado" – ao mesmo tempo que uma fonte governamental afirmou que as negociações que o Governo vai reabrir com os professores sobre as progressões na carreira não deverão ter impacto orçamental no que próximo ano, nem até 2021.

Mas Mário Nogueira acredita que não vai ser assim. "Acredito que no Parlamento seja aprovada a consignação do princípio de recuperação". Mas como que votos? O sindicalista acredita que isso será possível com os "votos do PCP, Bloco de Esquerda, Verdes e CDS e depois de amanhã vamos reunir com o PSD".

Nogueira acredita até que possa haver deputados do PS que "se assumirem a sua função de professores" ficarão ao lado dos docentes.

O Governo "quer ter um resto de ano lectivo com tranquilidade?", pergunta o líder da Fenprof.

Nas mesmas declarações ao Negócios, o líder da Fenprof explicou que os professores aceita, o faseamento "com um determinado período de tempo" mas "com recuperação em 2018". 

O primeiro-ministro tem quantificado em 600 milhões de euros o impacto orçamental de contar no imediato o tempo de serviço.   



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VERDADES Há 3 semanas

Acho graça aos portugueses. Querem trabalhar menos e ganhar mais, têm inveja da ALEMANHA, mas esquecem-se que a seguir á 2ª Guerra Mundial esta ficou toda destruída e o seu povo teve de trabalhar não 30 ou 35 horas mas sim 45 ou 50 horas para se tornar próspero e autónomo sem necessitar dos outros.

tiago Há 3 semanas

Que vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo.

Canhotos . . . .

E esta hem m m m m ???? Há 3 semanas

Os xupa.piças xuxxas agora já não gostam dos Sindicatos ?

Palermas Socialistas Há 3 semanas

Vão lavar-se por debaixo.

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