Educação Ministro da Educação reitera que não é "adepto" de rankings de escolas

Ministro da Educação reitera que não é "adepto" de rankings de escolas

No mesmo dia em que foram conhecidos os indicadores sobre todas as escolas do país, o ministro da Educação vem alertar para os riscos dos rankings comparaticos entre estabelecimentos escolares.
Ministro da Educação reitera que não é "adepto" de rankings de escolas
Miguel Baltazar
Lusa 03 de fevereiro de 2018 às 13:27
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues reafirmou, este sábado, em Viana do Castelo que "não é adepto" das listas de escolas por considerar que as realidades do ensino público e privado não podem ser comparadas. "Eu disse há um ano que não era adepto destas listas seriadas e continuo a manter a minha opinião porque sei que o bom trabalho que se faz nas escolas vai muito além dos 'ranking'", afirmou o governante.

Questionado pelos jornalistas sobre os resultados dos exames nacionais, que colocam 27 escolas privadas à frente das públicas, Tiago Brandão Rodrigues, disse que as "escolas públicas são muito mais do que as notas dos exames de fecho de ciclo". "São os exames, mas também todo o trabalho que se faz, todos os dias, em contextos socioculturais e económicos tão diferentes e que precisamos todos de valorizar", defendeu Tiago Brandão Rodrigues.

"Que diferença é que há numa escola que está no número 200 lugar ou que está no número 350? Que diferença é que há entre uma escola que tem de lidar todos os dias, aí sim há diferença, com um meio socioeconómico complexo, comparativamente, a uma escola que pode escolher os alunos e dizer quais são os que contarão para essa lista seriada? Obviamente que são realidades que não podem ser comparadas", disse.

Os primeiros 27 lugares das escolas com melhores médias nos exames nacionais do secundário são ocupados por colégios privados, registando-se uma subida de cinco lugares das escolas públicas no 'ranking' elaborado pela agência Lusa.

"Todos sabemos a realidade que enfrenta, todos os dias, a nossa escola pública, de luta constante para que a equidade e o sucesso escolar aconteçam em cada um dos contextos socioeconómicos do país, independentemente, de estarmos numa aldeia do Alto Minho ou num bairro da grande Lisboa", referiu o ministro da Educação.

"Os exames servem, acima de tudo, para entendermos e para seriarmos a entrada no ensino superior, acima de tudo, porque as instituições de ensino superior assim o pedem e o Ministério corresponde, mas há vida para além dos exames", destacou.

O governante adiantou que, este ano, "em nome da transparência", o Ministério da Educação forneceu novos indicadores para a elaboração das listas seriadas, nomeadamente, do ensino profissional para "valorizar" uma via que o Governo "não quer ver secundarizada nem estigmatizada".

Tiago Brandão Rodrigues disse que o "importante" para o Governo é "trabalhar para que cada aluno possa dar o seu máximo", apontando como exemplo o investimento de 5,8 milhões de euros que está em curso na escola EB 2/3 Frei Bartolomeu dos Mártires, em Viana do Castelo.



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comentários mais recentes
ccc 04.02.2018

professores ocupados a preencher papelada e a tentar domesticar alunos mal educados que o ministério autoriza trazerem os telemóveis para as salas de aulas dá nisto. Prioridade do ministério: cozinhar estatísticas boas. Mas azar do caraças: os exames nacionais não mentem, e as privadas são melhores

Antunes 03.02.2018

Sem dúvida, os rankings não medem a qualidade do ensino mas as médias das notas, que podem ser coisas bem diferentes. Um bom aluno num meio menos protegido provavelmente torna-se ainda melhor

Pois, pois. 03.02.2018

Com maus ministros, professores maus ou desmotivados e um parasita sindical convencido que é o dono da educação e um costa que para manter as calças no cadeirão que já foi do salazar é capaz de dar o dele e o dos outros, querem bons alunos?

General Ciresp 03.02.2018

Nem com 2 dois ministros na educacao portugal consegue sair da cauda europeia como tendo os piores alunos na aprendizagem.Pobre ELITAGE DOS 70.

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