Educação Movimento em defesa da Escola Pública marca manifestação para 18 de Junho

Movimento em defesa da Escola Pública marca manifestação para 18 de Junho

Um movimento em defesa da escola pública convocou uma manifestação para o dia 18 de Junho, em Lisboa, segundo informação enviada às redacções pela Federação Nacional de Professores (Fenprof).
Movimento em defesa da Escola Pública marca manifestação para 18 de Junho
Bruno Simão/Negócios
Lusa 29 de maio de 2016 às 18:00

De acordo com a informação do comunicado, por trás deste movimento estão cidadãos e cidadãs, organizações e entidades diversas da sociedade portuguesa que estão a promover uma petição "que reúne já dezenas de milhares de assinaturas".

 

O objectivo da petição, assim como da manifestação, é por uma escola pública de qualidade e democrática. "Num momento tão importante como o que vivemos na Educação, torna-se ainda mais importante afirmar a Escola Pública e, simultaneamente, rejeitar a ideia de que público e privado poderão ser uma e a mesma coisa", lê-se no comunicado.

 

Dizem respeitar todas as respostas educativas, mas apontam que oferta pública e privada "têm natureza diferente e como tal deverão ser respeitadas".

 

"Quanto a financiamento, ao Estado compete garantir o que seja adequado à Escola Pública, contratualizando com privados apenas nos casos em que há insuficiência de resposta pública", sustentam.

 

Defendem que a escola pública "é promotora de igualdade de oportunidades", razão pela qual a Constituição Portuguesa atribui ao Estado "o dever de promover uma rede de estabelecimentos públicos que satisfaça as necessidades de toda a população".

 

"Apesar das limitações impostas por motivos de vária ordem, no essencial, a Escola Pública tem cumprido a sua missão reconhecendo-se nela uma resposta de qualidade e para todos, fruto do esforço dos seus profissionais, de pais e encarregados de educação, de autarcas e de todos os que acreditam ser a Escola Pública motor de progresso e de construção de um futuro mais democrático e solidário", lê-se no comunicado.

 

Juntos por estes objectivos estão figuras públicas como Arménio Carlos, da CGTP-In, Ana Benavente, António Teodoro, David Rodrigues, da Associação Pró-Inclusão, Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista Os Verdes, Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda, Mário Nogueira, da Fenprof, ou Miguel Tiago, do PCP.

 

De acordo com o comunicado, vão também marcar presença Isabel Gregório (CNIPE), Isidoro Roque (FERLAP), Manuel Pires da Rocha (director do Conservatório de Coimbra), Norberto Pires, Paulo Sucena, Porfírio Silva (PS) e Santana Castilho.

 

A manifestação está marcada para as 14:30 de dia 18 de Junho, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

 

Durante o dia de hoje, na Feira do Livro, haverá recolha de assinaturas para a petição, estando igualmente marcada uma Tribuna Pública para o dia 3 de Junho, no Largo de Camões, em Lisboa. 




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comentários mais recentes
Anónimo 30.05.2016

Gostava de saber onde foram buscar os do privado. Foram tão bons q s ergueram da noite p o dia. Os privados s bons p aqueles q n conseguem notas no público. No privado as notas estão garantidas. Isso é bem notório.

Anónimo 29.05.2016

É nisto que eles são bons, são especializados em manifestações. Preparem-se para pagar camionetas de gente que o PCP vai buscar aos sítios mais escondidos das vilas e aldeias de Portugal. A CGTP vai estar em peso porque o que está em jogo é ganhar associados para a central sindical que durante o Governo de Passos coelho perdeu duzentos mil sócios.

Anónimo 29.05.2016

La vai a velhada de todo o pais dar um passeio ate a cidade da borga nos autocarros das camaras por conta dos privados.E se os velhos forem finos,os armenios ainda lhes tem de meter uma nota na mao,e marmita paga.Vao precisar e de um pequeno ensaio para que nao de barraca.ALEGORICOS.

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