Educação Portugal foi o país da OCDE que mais melhorou desempenho dos alunos imigrantes em 10 anos

Portugal foi o país da OCDE que mais melhorou desempenho dos alunos imigrantes em 10 anos

Portugal foi o país da OCDE que mais melhorou o desempenho dos alunos imigrantes na última década e onde mais se reduziu a distância entre os resultados dos imigrantes e dos alunos nacionais, revela um relatório sobre migrações.
Portugal foi o país da OCDE que mais melhorou desempenho dos alunos imigrantes em 10 anos
Correio da Manhã
Lusa 17 de dezembro de 2017 às 19:34

Vários estudos apontam que, de forma geral, os imigrantes tendem a apresentar maiores dificuldades em obter bons resultados escolares, quando comparados com os nacionais dos países de acolhimento. 

 

"Não sendo Portugal excepção neste domínio nota-se, porém, nos últimos anos uma evolução positiva no desempenho escolar dos estrangeiros matriculados, diminuindo a distância entre alunos estrangeiros e alunos nacionais", referem as conclusões do Relatório Indicadores de Integração de Imigrantes 2017, do Observatório das Migrações.

 

Os dados mostram uma melhoria do desempenho escolar dos alunos estrangeiros do ensino básico e secundário entre o início da década e o ano lectivo de 2013/2014.

 

Esta tendência manteve-se nos dois anos lectivos seguintes, nos quais os estrangeiros melhoraram a sua taxa de transição em dois pontos percentuais, ligeiramente mais que os portugueses que melhoraram em 1,6 pontos percentuais. 

 

Os dados, a que a agência Lusa teve acesso, observam ainda um aumento de 72% no número de alunos estrangeiros inscritos no ensino superior português.

 

No ano lectivo 2015/16, cerca de 10,5% do total de estudantes inscritos no ensino superior eram estrangeiros (cerca de 37 mil), mantendo-se a tendência de crescimento verificada na década passada do número de alunos estrangeiros.

 

Mantém-se igualmente a tendência de crescimento do número de reconhecimentos e registos de graus académicos superiores adquiridos no estrangeiro, com uma subida de 252% entre 2002 e 2015, passando de 658 para 2.315. 

 

O relatório lembra que "a compreensão da língua do país de acolhimento é um requisito fundamental no processo de integração de imigrantes, tendo por isso aumentado a oferta de programas de aprendizagem da língua de acolhimento na generalidade dos Estados-membros da União Europeia".

 

"Portugal não está claramente entre os Estados-membros que desenvolve medidas de ensino da língua como um requisito obrigatório à entrada no país ou à integração dos imigrantes no país", sendo que os programas que promove para a aprendizagem da língua portuguesa como forma de integração são voluntários e disponibilizados em território português.

 

O relatório, que reúne dados estatísticos e administrativos de 42 fontes nacionais e internacionais, tendo como anos de referência 2015 e 2016, é divulgado nas Jornadas do Observatório das Migrações na segunda-feira, Dia Internacional das Migrações.

 




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General Ciresp Há 4 semanas

portugal e melhor do que todos em tudo,menos naquilo que e PALPAVEL,e pena.

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