Educação Prova de avaliação para os professores vai adiar notas do 1º período

Prova de avaliação para os professores vai adiar notas do 1º período

Exame marcado para o dia 18 de Dezembro coincide com o primeiro dia de reuniões de avaliação de notas. Fenprof recorre aos tribunais para travar a prova e admite mesmo marcar greve para esse dia.
Prova de avaliação para os professores vai adiar notas do 1º período
Correio da Manhã
Marlene Carriço 07 de novembro de 2013 às 09:24

A fixação das notas do primeiro período de aulas pode ser feita, este ano, mais tarde do que o normal. Isto porque a prova de avaliação de conhecimentos dos docentes contratados a prazo está marcada para o dia da primeira reunião de avaliação de notas. O dia 18 de Dezembro poderá ser ainda mais conturbado, uma vez que os sindicatos admitem fazer greve nesse dia para que o exame não seja realizado.

 

De acordo com o “Diário de Notícias”, sindicatos de docentes e directores escolares dizem que a prova inédita aplicada aos contratados vai obrigar a mudar as reuniões de notas do primeiro período, atrasando todo o processo. Questionado pelo mesmo jornal, o Ministério da Educação respondeu que se trata de uma prova com apenas 120 minutos e recordou que “durante a negociação deste decrete regulamentar os sindicatos solicitaram explicitamente para que a prova não fosse realizada num dia de actividades lectivas”.

 

Prova de conhecimentos custará 20 euros

Depois desta prova de componente comum, a 18 de Dezembro, os contratados terão de fazer provas das componentes específicas que decorrem entre 1 de Março e 9 de Abril de 2014, de acordo com o diploma publicado esta semana em Diário da República.

 

De acordo com esse despacho, a “classificação da prova e das respectivas componentes expressa-se na menção de Aprovado ou Não Aprovado” e assumirá também uma expressão quantitativa, na escala de 0 a 100, ficando aprovados os professores que obtiverem uma nota acima de 50.

 

A prova custará a cada professor 20 euros e caso os professores pretendam realizar a prova a mais do que uma componente específica, para poderem concorrer a vagas em mais do que uma disciplina ou grupo de recrutamento, terão que pagar mais 15 euros por cada prova. Se os professores quiserem contestar a avaliação terão de pagar mais 20 euros, sendo o dinheiro restituído caso lhe seja dada razão.

 

Contratados mais velhos e a dar aulas este ano podem chumbar na prova

Esta prova – prevista desde o tempo de Maria de Lurdes Rodrigues – é destinada aos professores não integrados na carreira docente (contratados). Apesar de ter uma periodicidade anual, prevê-se que um candidato aprovado apenas tenha de realizar nova prova se nos cinco anos seguintes à data da realização da mesma tiver completado menos de um ano de tempo de serviço.

 

O diploma prevê também duas normas transitórias. Uma delas estipula que "os candidatos com cinco ou mais anos de serviço docente que não obtenham aprovação podem ser admitidos aos concursos de selecção e recrutamento que se realizem até 31 de Dezembro de 2014". 

A outra define que os candidatos que "até 31 de Dezembro deste ano celebrem contratos de trabalho estão dispensados da obtenção de aprovação na prova".

 

A instituição de uma prova de avaliação de conhecimentos para docentes foi anunciada no final de Julho pelo Ministério da Educação e a proposta chegou a prever uma nota mínima de 14 valores. A negociação com os sindicatos terminou sem que se tivessem chegado a acordo. Estes já começaram a entregar providências cautelares para travar a prova. A Fenprof pretende avançar com "novas providências cautelares" para suspender o despacho do ministro da Educação e admite a realização de uma greve no dia 18 se os tribunais não lhes derem razão. 




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mais votado Anónimo 07.11.2013

Não sei o que faz na vida!
Mas gostava de o ver ao fim de 20 anos a trabalhar,ter de se sugestão a esta humilhação .

comentários mais recentes
Anónimo 08.11.2013

Esta prova, não prova nada até porque quem a vai fazer são os contratados, que são uma minoria no sistema de ensino e que basicamente são tapa-buracos..logo em que medida vai melhorar o sistema de ensino se os professores que, na sua maioria, estão à frente dos alunos, já estão integrados na carreira e não precisam de fazer prova? E os contratados que neste momento estão, praticamente todos desempregados, sem perspetiva de ver o panorama melhorar é que têm de fazer prova? Para quê? É uma prova para continuar desempregado...a haver prova e quando muito que seja para entrada numa Ordem de Professores, que ainda nem existe infelizmente...mas que seja criada uma!
Eu gostava de ver era uma prova para políticos...E em vez de estarem preocupados com provas deviam era estar preocupados com a corrupção que há no ensino, nomeadamente com esses colégios privados GPS que sugam dinheiro à força toda com a benevolência do estado...mas as pessaos em vez de se revoltarem contra isso, aplaudem provas que só servem para roubar porque não vai trazer nada de novo ao ensino. Em vez de se revoltarem por haver exceções aos cortes nos subsídios e outras benesses dos políticos, aplaudem as medidas que o Governo toma contra as pessoas (embora eles sejam sempre a exceção) desde que isso não as afete...

CS 07.11.2013

A FENPROF, como outros sindicatos, está a banalizar a greve!
Em que medida é isso positivo para alguém?
Nota: ser avaliado ao fim de 20 anos de trabalho não é humilhação nenhuma - o resultado é que o pode ser ...

Pedro 07.11.2013

Só mesmo um governo IMBECIL, com um ministro inepto pode considerar esta prova algo de positivo.
No meu caso, com mais de 12 anos de serviço, sempre na escola pública, com curso tirado numa instituição pública, regulada pelo ministério da educação, e sempre com avaliação efetuada pelo ministério da educação, e POSITIVA, tenho que pagar 20 euros, da miséria que já ganho, para provar aquilo que o ministério já sabe??? Que sou professor com capacidade e experiência??? Sempre servi e agora não sirvo???? Os colegas que estão no quadro podem ser maus profissionais, mas eu tenho que provar aquilo que já mais do que provado no meu registo profissional????
PAÍS PODRE!!!!!

Ginoca Ramos 07.11.2013

Está visto que este governo só aplica as leis que lhe interessam, se mudaram a lei de trabalho porquê não mudam esta também? É só para o que lhes convém, desde que seja para carregar no povo aí estão ele alerta, governo da treta.

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