Educação Região Centro domina novas bolsas de mobilidade no Ensino Superior

Região Centro domina novas bolsas de mobilidade no Ensino Superior

Despacho de Manuel Heitor reforça apoios no Programa +Superior, que ascendem a 1.500 euros. Alunos carenciados nos Politécnicos e Universidades do Centro têm quase metade das bolsas disponíveis para este ano lectivo.
Região Centro domina novas bolsas de mobilidade no Ensino Superior
Correio da Manhã
António Larguesa 30 de outubro de 2017 às 13:11

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior vai aumentar em 10% o número de novas bolsas de mobilidade a atribuir este ano lectivo ao abrigo do Programa +Superior, que visa incentivar e apoiar a frequência do ensino superior em regiões do país com menor procura e menor pressão demográfica por parte de estudantes economicamente carenciados provenientes de outras regiões.

 

As 1.450 novas bolsas previstas para 2017-2018 comparam com as 1.320 que tinham sido disponibilizadas no início do ano lectivo anterior, embora tenham acabado por ser atribuídas mais 35 devido aos mecanismos de desempate e à criação de bolsas adicionais. Nesta edição do programa, que foi lançado em 2014, as vagas sobem em todas as regiões e surgem distribuídas pelo Centro (630), Alentejo (360), Norte (340), Algarve (60), Açores (35) e Madeira (25).

 

No despacho em que aprova o regulamento do Programa +Superior, publicado em Diário da República esta segunda-feira, 30 de Outubro, o ministro Manuel Heitor justifica este "reforço substancial" com a crescente procura dos alunos carenciados por esta bolsa de mobilidade. Paga em dez prestações mensais, tem o valor anual de 1.500 euros e é majorada em 15% para os estudantes que ingressam em cursos técnicos superiores profissionais ou através do concurso especial de entrada no ensino superior para os maiores de 23 anos.

 

A bolsa de mobilidade abrange os cursos de formação inicial (cursos técnicos superiores profissionais, ciclos de estudos de licenciatura e ciclos de estudos integrados de mestrado) num total de 16 instituições: Instituto Politécnico de Beja, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Santarém, Tomar, Viana do Castelo, Viseu e Coimbra (neste caso apenas a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital); e também nas Universidades dos Açores, Madeira, Beira Interior, Trás-os-Montes e Alto Douro, Évora e Algarve.

 

O ministro Manuel Heitor fala num “reforço substancial” das bolsas de mobilidade devido à crescente procura por parte dos alunos carenciados.
O ministro Manuel Heitor fala num “reforço substancial” das bolsas de mobilidade devido à crescente procura por parte dos alunos carenciados.
Miguel Baltazar/Negócios

Para serem elegíveis, os estudantes têm de estar matriculados e inscritos este ano lectivo numa destas instituições, devem ter residência habitual num concelho não abrangido pela região onde está situado o Politécnico ou a Universidade e precisam de requer (e de esperar que lhe seja atribuída) uma bolsa de estudo de acção social no ensino superior até 30 de Novembro de 2017.

 

É precisamente até ao final do próximo mês que esses estudantes podem candidatar-se através da plataforma BeOn da Direcção-Geral do Ensino Superior – é a esta entidade que compete todo o processo de atribuição das bolsas de mobilidade. O regulamento aprovado pelo Executivo estipula que a decisão final tem de sair num "prazo não superior a 30 dias úteis a contar dessa data", o que pode atirar a decisão sobre este apoio para Janeiro de 2018.




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