Educação Vêm aí novos cursos de Protecção Civil nos politécnicos em 2018

Vêm aí novos cursos de Protecção Civil nos politécnicos em 2018

O Governo pediu às universidades e politécnicos para aumentarem a oferta formativa na área da Protecção Civil. Estes últimos já responderam ao apelo e dizem, ao i, que em Março do próximo ano vai haver mais cursos técnicos profissionalizantes nesta área.
Vêm aí novos cursos de Protecção Civil nos politécnicos em 2018
André Cravinho / Correio da Manhã
Negócios 23 de outubro de 2017 às 10:02

Os incêndios deste Verão e início de Outono puseram a nu a escassa oferta formativa na área da Protecção Civil e ordenamento da floresta. A tal ponto que o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, teve de pedir às universidades e institutos politécnicos sugestões para melhorar e aumentar os cursos nesta área. A primeira resposta chegou destes últimos: ao i, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) diz que pode haver novos cursos já em Março do próximo ano.

 

Em causa estão cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP), lançados pelo ex-ministro da Educação Nuno Crato, com a duração de dois anos, que não conferem grau académico e têm uma vertente profissionalizante. "Há oito a 10 [institutos politécnicos] que terão capacidade para avançar com os cursos TeSP já no segundo semestre" do corrente lectivo, ou seja, em Março do próximo ano, garantiu Nuno Mangas, presidente do CCISP.

 

Actualmente há 11 cursos TeSP nas áreas da Protecção Civil e ordenamento florestal nos politécnicos públicos, sublinha o i. O Ministério do Ensino Superior também pretende reforçar as pós-graduações, "incluindo mestrados profissionais" em politécnicos e universidades. Porém, esses só poderão ser submetidos à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior em Outubro do próximo ano.

 

Nas universidades, há apenas dois mestrados integrados na área da Engenharia Florestal (um na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - UTAD e outro na Universidade de Lisboa), mas que não têm grande procura. Na UTAD, as 15 vagas abertas não foram todas preenchidas, assinalou ao jornal Fontainhas Fernandes, reitor da instituição e presidente eleito do Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).




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mais votado JCG Há 4 semanas

Politécnicos?... isso mesmo. Transformem os bombeiros todos em doutores e engenheiros e eles depois, será uma questão de tempo, acharão que são muito finórios para ir para o campo apagar fogos e abrir aceiros.
Ao invés, eu acho que deviam era abrir cursos profissionais, em escolas profissionais, ao nível do básico e secundário, de forma a conferir o grau/ diploma mais básico de bombeiro em alguns meses, para quem já possui o 9º ou o 12º anos ou até mais que isso. Usem para isso alguns quartéis militares desactivados ou quase que há no país. Até podiam organizar esses cursos em termos compatíveis com outras profissões que candidatos exercem. Por exemplo, um conjunto de disciplinas ou unidades em que cada uma pudesse ser feita em 2 dias (intensivos), num fim de semana. É que pode haver indivíduos actualmente empregados. mas que quisessem mudar para bombeiros. Por exemplo, o ter cumprido o serviço militar também devia ser relevante.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Primeiro deviam era dar trabalho aos aproximadamente 200 licenciados que já existem (isto falando só da realidade do IPBeja, porque pelo resto do pais devem existir muitos mais), a grande maioria (mais de 90%) dessas pessoas não está a trabalhar na área.

JCG Há 4 semanas

Politécnicos?... isso mesmo. Transformem os bombeiros todos em doutores e engenheiros e eles depois, será uma questão de tempo, acharão que são muito finórios para ir para o campo apagar fogos e abrir aceiros.
Ao invés, eu acho que deviam era abrir cursos profissionais, em escolas profissionais, ao nível do básico e secundário, de forma a conferir o grau/ diploma mais básico de bombeiro em alguns meses, para quem já possui o 9º ou o 12º anos ou até mais que isso. Usem para isso alguns quartéis militares desactivados ou quase que há no país. Até podiam organizar esses cursos em termos compatíveis com outras profissões que candidatos exercem. Por exemplo, um conjunto de disciplinas ou unidades em que cada uma pudesse ser feita em 2 dias (intensivos), num fim de semana. É que pode haver indivíduos actualmente empregados. mas que quisessem mudar para bombeiros. Por exemplo, o ter cumprido o serviço militar também devia ser relevante.

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