Emprego Líder da UGT diz que entendimento da esquerda permitiu aliviar a austeridade

Líder da UGT diz que entendimento da esquerda permitiu aliviar a austeridade

O secretário-geral da UGT considera que o entendimento da esquerda parlamentar permitiu aliviar a austeridade sobre os portugueses e afirma que o Governo está comprometido em reverter as medidas impostas durante a ajuda externa.
Líder da UGT diz que entendimento da esquerda permitiu aliviar a austeridade
Lusa 19 de março de 2017 às 17:45

"Abriu-se um período de sensibilidade social (...), há um clima de desanuviamento ao nível de um conjunto de matérias da governação", disse Carlos Silva em entrevista à agência Lusa, uma semana antes do XIII congresso da UGT, a decorrer no Porto e que o deverá reeleger.

 

O sindicalista considera que o actual Governo está comprometido em reverter um conjunto de medidas que foram gravosas para os trabalhadores, que foram impostas nos anos da intervenção da 'troika'.

 

"Mudou muito o discurso e a prática" disse, salientando que, por isso, no último ano e meio, não têm havido muitos protestos de rua.

 

Carlos Silva defendeu que os grandes desafios do país são o crescimento e o emprego, para se conseguir mais justiça social.

 

"O grande desafio do país é o crescimento e o emprego, que andam de mão dadas, e mais justiça social. Não posso dizer que não há justiça social no país, mas tem que haver mais. Tem que haver capacidade de fazermos uma negociação colectiva mais robusta, envolvendo as empresas através do diálogo", disse.

 

Por isso, o líder da UGT vai aproveitar o XIII congresso da UGT, que se realiza nos dias 25 e 26, para lançar um repto aos representantes das confederações patronais.

 

"Vou desafiar os empregadores (...) para abrirem as portas ao movimento sindical", disse, acrescentando que não faz sentido a atitude ainda assumida por muitas empresas contra os sindicatos e a falta de disponibilidade para negociar melhores condições de trabalho.

 

Carlos Silva defendeu que a negociação e o diálogo social são fundamentais para o país e que os empregadores também têm de perceber isso e valorizar o papel dos sindicatos.

 

Quanto ao balanço dos quatro anos do seu primeiro mandato, deixa-o para o congresso.

 

Tal como matérias como o combate à precariedade, que considera ser um "trabalho que tem que ser feito", embora admita que a solução possa ter de ser faseada no tempo.




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
pertinaz 19.03.2017

AH AH ... SÓ OS EMPREGADOS DO ESTADO FICARAM A GANHAR ... ATÉ OS POLÍCIAS JÁ ANDAM DE BMW ...

Cautela com ele ... dá uma no cravo e outra na fer 19.03.2017

Cautela com este CARLOS SILVA.
Ele situa-se na ala direita do PS, paredes meias com o PSD.
Daí, a sua conflitualidade com a CGTP.

Anónimo 19.03.2017

Deve existir responsabilidade acima de tudo. Sejam sincatos, entidades públicas ou privadas. Não é esticar a corda até rebentar, que se resolvem as situações laborais.

Conselheiro de Trump 19.03.2017

Se os armenios sao "ORTIGAS"estes sao "LEITUGAS"nao ha animal que lhes toque,podem enfeitar a campa do orca apassarado com elas.

ver mais comentários
pub