Emprego Desemprego em Portugal sobe para 18,5% enquanto na Zona Euro desce no próximo ano

Desemprego em Portugal sobe para 18,5% enquanto na Zona Euro desce no próximo ano

Portugal é o único dos países resgatados, além de Chipre, que vai registar um agravamento do desemprego entre 2013 e 2014. Na Zona Euro, a média irá cair. Desemprego agrava-se em Portugal como consequência dos cortes no sector público e de um crescimento mais fraco.
Desemprego em Portugal sobe para 18,5% enquanto na Zona Euro desce no próximo ano
Diogo Cavaleiro 03 de maio de 2013 às 10:25

A taxa de desemprego em Portugal deverá agravar-se entre o actual e próximo ano, contrariando a tendência que se deverá registar nos países periféricos e na média da Zona Euro, de acordo com as previsões da Primavera divulgadas esta sexta-feira, 3 de Maio, pela Comissão Europeia.

 

A taxa de desemprego em Portugal deverá ficar em 18,2% em 2013, o que compara com a taxa de 15,9% do ano anterior. A subida do desemprego vai continuar no próximo ano, com 18,5% da população activa desempregada.

 

As previsões anunciadas esta sexta-feira pela Comissão Europeia estão em linha com os números inscritos na sétima avaliação da troika (a Comissão faz parte deste grupo, juntamente com o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional), que tinham sido avançados em Março.

 

Já quando comparadas com as Previsões de Inverno de Bruxelas, as novas estimativas da Comissão registam um agravamento no que diz respeito aos valores referentes a Portugal. A 22 de Fevereiro, a Comissão Europeia previa uma taxa de desemprego de 17,3% em Portugal que desceria para 16,8% no ano seguinte. Agora, a taxa irá aumentar e superará mesmo os 18% nos dois anos em análise.

 

Cortes no sector público levam a subida da taxa

 

A nova taxa de desemprego prevista é uma "consequência de previsões de crescimento mais fracas e dos esperados cortes adicionais nos empregos no sector público", salienta o documento dedicado a Portugal. O Produto Interno Bruto português deverá contrair 2,3% em 2013 e crescer 0,6% no próximo ano.

 

Nas suas previsões de hoje, a entidade presidida por Durão Barroso sublinha que a recuperação que prevê para a actividade económica - que deverá estabilizar já este ano - não deverá conseguir puxar por uma redução do desemprego ao mesmo ritmo. As perspectivas apontam para uma estabilização da taxa até 2014. Na União Europeia, a taxa de desemprego ficará em 11,1% em 2013 e manter-se-á no mesmo nível no ano seguinte. Já na Zona Euro, o desemprego deverá representar 12,2% da população activa no presente ano, descendo uma décima percentual em 2014.

 

“As diferenças entre os Estados-membros vão permanecer muito grandes”, alerta Bruxelas nas previsões hoje publicadas. A taxa mas baixa continuará a ser a da Áustria, ficando nos 4,7% em 2013 e 2014. A Alemanha vai registar uma descida do desemprego, com a taxa a resvalar dos 5,4% previstos para este ano para 5,3% no próximo ano - valores mais baixos do que os previstos em Fevereiro.

 

Do lado oposto, Espanha e Grécia vão chegar a uma taxa de desemprego de 27% em 2013. Contudo, ambos vão registar uma quebra no ano seguinte, com a taxa grega a descer para 26% e a espanhola para 26,4%, segundo a Comissão Europeia.

 

A Irlanda, país resgatado pela troika à semelhança da Grécia e Portugal, também vai verificar um declínio da taxa de desemprego de 14,2%, em 2013, para 13,7%, em 2014.

 

Chipre acompanha Portugal no aumento da taxa de desemprego, com um agravamento de 15,5% para 16,9% em 2014.

 

(Notícia actualizada às 10h33 com mais informações; Notícia actualizada às 10h50 com mais informações)




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mais votado Gatunos 03.05.2013

ANTES DE DEZEMBRO DE 2013 TEREMOS UM DESEMPRO SUPERIOR A 20%... COMO ERA PREVISIVEL POR TERMOS UM GENIO QUE PARIU O MAIOR AUMENTO DE IMPOSTOS DA HISTORIA DE PORTUGAL.

comentários mais recentes
asCetaep1meg 30.10.2016

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Anónimo 02.06.2013

Actualmente vivemos num país de parasitas que mandam neste país e do qual têm continuado a sacar o máximo que podem, onde como lideres, deviam de dar o exemplo são precisamente os que exploram mais o aparelho do estado. O desemprego não é novidade para ninguém principalmente para aqueles que trabalham para empresas temporárias, empresas que continuam a facturar à custa do trabalho precário e sem direitos dos portugueses. Isto um dia vai acabar mas quando acabar vai ser para todos sem ex cessão...

bruno 04.05.2013

Eu aceito tudo o que o governo (ainda) quer cortar se 1º Reduzir de 238 para 120 deputados no máximo dos máximos (islandia tem 30 e tal) Acabar com secratários de estado e ordenados escandalosos, se não querem, há 1 milhão de portugueses desempregados,há muita gente qualificada para o lugar dizer que não é chamar ainda mais de burros aos portugueses. O gabinete do 1º ministro tem 17 motorista(Sim leu bem) cada um ganha de 1200 a 1900 euros mês, o assistente operacional ganha ((( 900 euros mÊs))) é o ganha menos. NO final dá uns milhoes bons por ano, isto só ele, fora o paulinho das feiras, a escumalharia, etc. Eu sou novo e pai, nunca fuii a manifestações mas não posso deixar que destruam mais o país, eu posso passar meses a andar a pé e comer ceralac para ajudar a pagar as obras, os roubos do BPN mas não mexo uma palha mais enquanto andarem ladrões livres do bnp(um velho roubava sozinho um banco?conta me outra), andarem a estourar à forra milhões em gabinetes seja de que partido for, aprovar empréstimos para os amigos do costume, Porra pá, acordem, já não basta ficar em casa e esperar que os outros resolvam isto, quem é pago para resolver isso e disse há 2 anos atrás que não se podem exigir mais sacrificios está a gozar conosco e em belém a beneficiar o genro que compra o pavilhão atlantico, etc.É HORA DE ACORDAR E POR ISTO NA ORDEM, SEJA ESTE OU MAIS 5 GOVERNOS, ESTE PAÍS PRECISA É DE MAIS POLITICOS DESEMPREGADOS!!! MOBILIDADE ESPECIAL NO PARLAMENTO JÁ, NOS GABINETES, NAS MODERNIAS,

Pedro Montenegro 04.05.2013

Daqui a um ano estamos pior, devido às más políticas!

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