Europa Banco de Espanha alerta para travão no ritmo de crescimento

Banco de Espanha alerta para travão no ritmo de crescimento

A economia espanhola manteve no segundo trimestre o ritmo de crescimento de 0,7%, mas o consumo privado começa a dar sinais de quebra devido à evolução dos preços. A boa notícia é a retoma do investimento empresarial.
Banco de Espanha alerta para travão no ritmo de crescimento
Angel Navarrete
António Larguesa 27 de junho de 2018 às 11:27

O Banco de Espanha antecipa uma travagem no ritmo de crescimento da economia em relação aos exercícios anteriores, projectando uma progressão de 2,7% no final deste ano. Para 2019 e 2020, a instituição liderada por Pablo Hernández de Cos prevê um aumento ainda mais ligeiro do PIB: de 2,4% e de 2,1%, respectivamente.

 

"O crescimento do PIB tenderá a moderar-se nos próximos anos, em resultado da subida recente do preço do petróleo, uma contenção gradual das esperadas taxas de progresso nos mercados externos e uma certa moderação do impulso expansionista proveniente da política monetária", lê-se no relatório trimestral do banco central.



Nesse documento, citado pelo El País esta quarta-feira, 27 de Junho, o Banco de Espanha calcula que a economia do país vizinho manteve no segundo trimestre o ritmo de crescimento dos primeiros três meses do ano (0,7%), impulsionado pela procura interna. Porém, deixa um aviso sobre "um certo enfraquecimento do consumo" na parte final do período em análise, "como consequência da perda de poder de compra que deriva da recuperação da inflação", de 1,2% para 2,1%.

 

Com as exportações a manterem no trimestre até Junho um certo abrandamento que já vinha do arranque do ano, as boas notícias do banco central chegam, por outro lado, da retoma sinalizada no investimento empresarial. "O investimento em equipamentos terá recuperado no segundo trimestre, depois da debilidade no primeiro, como sugerem, em particular, o índice de produção industrial desses bens, as expectativas positivas de rentabilidade e da procura e as vigentes condições financeiras favoráveis", salienta este relatório.




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