Europa Banco Novagalicia pede perdão e seis mil milhões de euros

Banco Novagalicia pede perdão e seis mil milhões de euros

No dia em que lançou uma campanha na imprensa para reparar a reputação, o banco pediu ajuda para reparar o seu balanço.
Banco Novagalicia pede perdão e seis mil milhões de euros
Negócios 12 de julho de 2012 às 18:04
O banco Novagalícia, já parcialmente nacionalizado, promete ser o primeiro a ser ajudado no âmbito da linha de crédito acordada a Espanha pelos parceiros do euro, tendo hoje anunciado que pedirá seis mil milhões de euros para repor as suas necessidades de liquidez mais imediatas, noticia a Reuters.


O Novagalicia, fruto da fusão de caixas de poupança da região galega, a par do Bankia, CatalunyaCaixa, e do Banco de Valencia, deverão absorver o essencial dos empréstimos europeus que poderão ascender a um máximo de 100 mil milhões de euros.

Numa primeira fase, e até ao fim deste mês, serão disponibilizados 30 mil milhões de euros para suprir as necessidades mais urgentes, sendo que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira conta fazer uma segunda emissão de títulos em meados de Novembro para angariar até 45 mil milhões de euros que serão usados em função dos testes de stress e estudos de viabilidade dos 14 grupos bancários, representativos de um terço do sector espanhol, candidatos à ajuda europeia.

O anúncio do pedido do Novagalicia surgiu no dia em que o banco divulgou na imprensa espanhola, designadamente no “El País” um pedido de desculpa dirigido aos seus clientes.

"Pedimos perdão pelo erro de termos comercializado acções preferenciais junto dos nossos clientes particulares sem conhecimentos financeiros suficientes".

Em causa está, sobretudo, o facto de, durante a gestão anterior, o banco ter comercializado acções preferenciais junto dos seus clientes que agora se arriscam a perderem o valor investido e a não receberem dividendos por estas aplicações. Vários destes “investidores” são analfabetos, deficientes e menores de idade, reconhece o jornal.




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comentários mais recentes
Observador 12.07.2012

O problema é sério. A actividade bancária é caracterizada por riscos elevados. Mas há que distinguir se, no meio das perdas, não estão em causa ordenados fora do normal para administradorfes e diretores, conflitos de interesses (riscos assumidos para beneficiar terceiros ou os próprios administradores, mesmo que por interpostas pessoas). Isto é importante para que a ética empresarial passe a estar presente em todos os negócios.

tinytino 12.07.2012

Peço perdão pelo que quiserem.

VLAD TEPES 12.07.2012

Os responsáveis por um banco que comercializou acções preferenciais junto dos seus clientes que agora se arriscam a perderem o valor investido e a não receberem dividendos por estas aplicações. Vários destes “investidores” são analfabetos, deficientes e menores de idade.
Tipos que enganam e aldrabam analfabetos,deficientes e menores ... merecem ser fuzilados.O resto é conversa.

Vigaristas !!! 12.07.2012

Cadeia com eles, por usurpação e abuso danoso de dinheiros de particulares, que ainda para mais nem podem ou sabem defender-se!!!
Crápulas!!!

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