Europa Grécia admite travar novos cortes nas pensões

Grécia admite travar novos cortes nas pensões

O Governo grego admite suspender os novos cortes das pensões, previstos para 1 de Janeiro, que podiam chegar aos 18%. A questão será avaliada em Agosto, após a saída do programa de ajustamento.
Grécia admite travar novos cortes nas pensões
EPA

A pouco mais de um mês da saída do programa de ajustamento, o governo da Grécia admite suspender os cortes nas pensões que estavam previstos para 1 de Janeiro do próximo ano.

A ministra do Trabalho, Effie Achtsioglou, admite suspender a medida, agora que espera que o novo fundo da Segurança Social (EFKA), criado em 2017 a partir da fusão de fundos públicos e privados, possa alcançar um excedente de 1,3 mil milhões de euros no final do ano.

A questão vai ser decidida a 20 de Agosto, depois de a Grécia sair do programa de ajustamento.

Em declarações a uma televisão citadas pelo jornal Kathimerini, a ministra referiu que estes cortes nas pensões não eram necessários e que só foram aprovados no Parlamento por insistência do Fundo Monetário Internacional, mas acrescentou que Atenas não tomará medidas "unilaterais".


As instituições internacionais têm pressionado a Grécia a manter as medidas aprovadas. Contudo, no início do mês, o comissário europeu Piere Moscovici, que tutela as pastas dos Assuntos Económicos e Financeiros, abriu a porta à suspensão da medida.

"Os compromissos têm de ser honrados mas não são rígidos", disse, referindo-se aos cortes de pensões previstos para 2019, destinados a poupar 1,8 mil milhões de euros. "Vamos discutir isso com a Grécia… no seu próprio orçamento", acrescentou, citado pelas agências internacionais, no final de uma reunião com o ministro das Finanças, Euclid Tsakaloto.

De acordo com a imprensa grega, está em causa um corte de 2% a 18% a aplicar a todas as pessoas que se reformaram depois de Maio de 2016. Estes cortes somam-se aos que têm sido aprovados ao longo dos oito anos de resgate.

O fim do resgate à Grécia ficou decidido no Eurogrupo de 22 de Junho, mas o país continuará a ser acompanhado de perto.




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