Liberais alemães apostam no crescimento económico
22 Abril 2012, 16:52 por Lusa
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Os liberais alemães (FDP), um dos partidos do governo de Angela Merkel, aprovaram hoje, em congresso nacional, em Karlsruhe, um novo programa em que advogam uma maior consolidação orçamental e o reforço dos direitos cívicos.
Os liberais alemães (FDP), um dos partidos do governo de Angela Merkel, aprovaram hoje, em congresso nacional, em Karlsruhe, um novo programa em que advogam uma maior consolidação orçamental e o reforço dos direitos cívicos.


Com a nova proclamação, o partido liderado pelo vice-chanceler e ministro da economia, Philipp Roesler, tenta assim inverter a crescente perda de popularidade nas sondagens, antes das importantes eleições regionais agendadas para maio em Schleswig-Holstein e na Renânia do Norte-Vestefália, o Estado federado mais populoso da Alemanha.


Um novo desarei do FDP nas referidas eleições significará, na opinião da maioria dos comentadores políticos, o afastamento de Roesler da chefia do partido, que que ocupa há menos de um ano.

Em sondagem publicada na sexta-feira pelo Instituto Allensbach, o FDP surgia com 3,5 por cento das intenções de goto a nível nacional, percentagem inferior aos cinco por cento necessários para eleger nas legislativas de 2013 deputados ao parlamento federal, onde são presença constante há 63 anos.


Em resposta à crise em que estão mergulhados, depois dos sensacionais 14,6 por cento dos votos nas eleições gerais de 2009, o novo programa dos liberais defende um rumo de crescimento económico e de consolidação orçamental mais acelerado, que se traduza num Orçamento do Estado sem novo endividamento já a partir de 2014.


Os planos do ministro das finanças, o democrata-cristão Wolfgang Schäuble, liberal preveem que a Alemanha alcance esta meta e cumpra até 2016 as regras do chamado "travão" à dívida, ou seja, passe a ter um limite máximo de 0,5 por cento para o défice estrutural, o que teto de 10 mil milhões de euros para o novo endividamento.


No programa intitulado "Responsabilidade pela Liberdade", aprovado pelos 660 delegados apenas com 23 votos contra e nove abstenções, o FDP diz ainda pretender a redução da intervenção do Estado na vida pública e o reforço dos direitos cívicos.


Num parágrafo que visa fazer frente à ascensão meteórica do Partido dos Piratas, formação que está a fazer furor na vida política alemã, e defende, por exemplo, a liberdade de copiar conteúdos na internet, os liberais sugerem a modernização dos direitos de autor, pra corresponder à era digital, mas manter o respeito pelos criadores.


No seu discurso de fundo no conclave, no sábado, Roesler desferiu ataques contra todos os outros partidos políticos, incluindo os seus parceiros de governo.


A CDU/CSU e a chanceler Merkel "estão a deixar-se influenciar demais pelo espírito esquerdista do momento", disse o político liberal, reservando as maiores críticas para a oposição social-democrata e ambientalista, que acusou de "só exigir novos impostos" e querer instaurar uma "papa igualitária que sufocaria o país".


Quanto ao Partido dos Piratas, disse que os seus membros "acham que a liberdade significa não ter de se pagar nada, e que a política é um download gratuito".


Apesar da sua acutilância, Roesler raramente conseguiu arrancar entusiásticos aplausos à plateia liberal, que só no fim se levantou para o aclamar durante quatro minutos.


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