União Europeia Barroso: "26 mil milhões é uma pipa de massa. Que se calem aqueles que dizem que UE não é solidária"

Barroso: "26 mil milhões é uma pipa de massa. Que se calem aqueles que dizem que UE não é solidária"

O acordo de parceria que traz a caminho de Portugal cerca de 26 mil milhões de euros vindos de Bruxelas é a "prova concreta" da solidariedade europeia, diz Durão Barroso, que afirmou que teve um papel importante na dimensão do cheque.
Barroso: "26 mil milhões é uma pipa de massa. Que se calem aqueles que dizem que UE não é solidária"
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 30 de julho de 2014 às 16:02

Foi de uma forma informal que o ainda presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, terminou a declaração após a formalização do acordo de parceria entre Portugal e Bruxelas relativo ao dinheiro europeu que virá para o país nos próximos sete anos.

 

"26 mil milhões de euros é uma pipa de massa", disse Barroso na declaração desta quarta-feira, 30 de Julho, ao lado do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. "Que se calem aqueles que dizem que a União Europeia não é solidária".

 

O antigo primeiro-ministro português terminou o seu discurso a falar da solidariedade europeia, a mesma expressão com que o tinha iniciado. Este dinheiro, disse, é a "prova concreta da solidariedade europeia".

 

Durão Barroso referia-se ao acordo de parceria com a Comissão Europeia em que ficou definido que montante de dinheiro viria de Bruxelas para o país nos próximos sete anos. Segundo informou esta quarta-feira o órgão executivo da União, 21,46 mil milhões de euros serão aplicados no âmbito da coesão, 4,06 mil milhões irão para o desenvolvimento rural e 392 milhões para o sector das pescas ao longo do período 2014-2020.

 

"Este dinheiro deve ser bem aplicado", pediu Barroso, que será substituído por Jean-Claude Juncker à frente da Comissão. "Estou muito confiante face ao futuro de Portugal". A aplicação deste dinheiro "vai consolidar o crescimento em Portugal", disse. Criação de emprego, reforço da competitividade económica, coesão social mas também urbana e territorial foram objectivos frisados por Durão Barroso na sua intervenção, que decorreu na residência oficial de São Bento.

 

O presidente da Comissão afirmou que Portugal foi um dos países que mais beneficiou com as negociações que decorreram entre os países e Bruxelas. O que deveu-se, em parte, segundo afirmou Barroso, ao facto de ter proposto que se vincassem especificidades de Portugal. Nesse trabalho, o português disse ter conseguido convencer a atribuir-se mil milhões de euros adicionais pelo "reconhecimento dos esforços da execução do programa de ajustamento" e também 500 milhões de euros "considerando a situação excepcional de Portugal no domínio da agricultura e do desenvolvimento rural". Dinheiro que colocou o cheque a receber em Portugal perto dos referidos 26 mil milhões de euros. 

 




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