União Europeia Cinco membros do Governo britânico demarcam-se de Cameron e pedem saída da UE

Cinco membros do Governo britânico demarcam-se de Cameron e pedem saída da UE

Cinco membros do Governo liderado pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, demarcaram-se da posição oficial do executivo e anunciaram que vão fazer campanha a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (UE).
Cinco membros do Governo britânico demarcam-se de Cameron e pedem saída da UE
Lusa 20 de Fevereiro de 2016 às 18:32

Momentos depois de Cameron ter anunciado que o referendo sobre a permanência do Reino Unido no bloco comunitário vai ser realizado a 23 de Junho deste ano, o titular da pasta da Justiça, Michael Gove, afirmou, num comunicado, que a saída da UE assegura ao país um "futuro melhor".

O ministro do Trabalho e Pensões, Iain Duncan Smith, a responsável britânica para a Irlanda do Norte, Theresa Villiers, o titular da pasta da Cultura, Meios de Comunicação e Desporto, John Wittingdale, e o líder da Câmara dos Comuns, Chris Grayling, também anunciaram que não apoiam a linha oficial do Governo, que apoia a permanência na UE.

Michael Gove, amigo pessoal de Cameron, admitiu que comunicar a sua posição foi "a decisão mais difícil" da sua "vida política".

"É uma oportunidade que não surge duas vezes nas nossas vidas. Por essa razão, vou permanecer fiel aos meus princípios e vou aproveitar a oportunidade deste referendo para abandonar uma UE presa no passado", sublinhou o ministro da Justiça britânico.

Outros altos cargos do Partido Conservador britânico também já tinham admitido que defendiam a saída britânica, conhecida como 'Brexit'. Foi o caso das secretárias de Estado para o Emprego, Priti Patel, e da Energia, Andrea Leadsom.

Já outros ministros, que no passado mostraram-se críticos da permanência na UE, decidiram alinhar com a posição oficial do executivo.

Entre eles está a ministra do Interior, Theresa May, o ministro da Economia, George Osborne, e o ministro da Saúde, Jeremyh Hunt.

Numa breve declaração em frente ao número 10 de Downing Street (residência oficial e gabinete do primeiro-ministro britânico), David Cameron confirmou que, a partir de hoje, os elementos da equipa governativa "têm a liberdade de fazer campanha em função do ponto de vista pessoal".

Na mesma intervenção, Cameron argumentou que o Reino Unido ficará "mais seguro, mais forte e mais próspero no seio de uma UE reformada", acrescentando que as concessões negociadas na sexta-feira em Bruxelas com os outros líderes comunitários dão ao país "o melhor dos dois mundos".

Na sexta-feira à noite, Cameron conseguiu o acordo da UE para um estatuto especial do Reino Unido e reformas em quatro áreas para fazer campanha pelo 'sim' no referendo sobre a permanência do país entre os 28 Estados-membros: competitividade, governação da Zona Euro, benefícios sociais e soberania nacional.




A sua opinião14
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 20.02.2016

Não deviam ser os membros do governo a pedir a saída da UE, mas sim, se a UE ainda merecesse um mínimo de crédito e de respeito, a UE a correr com o Reino Unido.
O que se está a passar com o Reino Unido é uma pouca vergonha e põe a nu as fraquezas de uma UE decrépita e moribunda. O Reino Unido não pode nem deve ter tratamento de exceção. Chega de estar com um pé na UE e outro na USA. A alternativa só deveria ser uma: ou entra, de vez e comporta-se, a nível de benefícios e obrigações, como qualquer outro estado membro, ou sai de vez. chega de ambiguidades e de chantagens.

comentários mais recentes
SIMOESbenfica 21.02.2016

Era bem feito ganhar o NÃO, para nos vermos livres destes arrogantes ingleses. Eles que fiquem lá na Ilha a darem de comer às vaquinhas. Nunca a Europa poderá ter identidade própria e prosperidade com maçãs podres cá dentro. Todas as vezes que um inglês pisasse solo europeu deveria ser carregado com impostos. Não lhes comprava mais nada Vendam os seus produtos aos americanos. A Europa não tem políticos de fibra. Amocham com os grandes e gritam com os fracos...

Anónimo 21.02.2016

Parabéns ao Reino Unido ,eles não tem que trabalhar para sustentar pançudos , haviam de fazer muitos assim para obrigar os Países a viver com dinheiro do seu próprio suor,A esquerda , principalmente BE ePCP querem obrigar os outros Países a trabalhar para nós.E qual é o País comunista que contribui?

Anónimo 21.02.2016

A UK como alguns outros membros que bem administrados e trabalhando duro se enriqueceram, estao fartos de ajudar os canhotos do sul e suduest que produzem pouco e se julgam com o direito a' riqueza dos que produzem muito; Nao sao essas as regras da natureza!

Anónimo 21.02.2016

O Povo Britânico: eis um povo que na sua maioria, e contráriamente a outros povos de carácter mais débil, entende que o seu País não deve ser governado por estrangeiros..

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub