União Europeia Martin Schulz diz que Europa está a pedir sacrifícios às pessoas para salvar bancos

Martin Schulz diz que Europa está a pedir sacrifícios às pessoas para salvar bancos

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmou hoje em Bruxelas que a Europa está a pedir sacrifícios aos cidadãos "para salvar os bancos", defendendo que é preciso envolver os parceiros sociais e defender o modelo social europeu.
Martin Schulz diz que Europa está a pedir sacrifícios às pessoas para salvar bancos
Bloomberg
Lusa 05 de março de 2015 às 11:44

"Estamos a pedir sacrifícios aos cidadãos, aos pais, para aceitarem salários mais baixos, impostos mais altos e menos serviços. E para quê? Para salvar os bancos. E os filhos estão desempregados. Se não mudarmos isso, se não voltarmos a um tratamento igualitário e justo, as promessas feitas pela Europa não serão cumpridas", disse Martin Schulz na conferência 'Um novo começo para o diálogo social', que decorre hoje em Bruxelas.

 

Num discurso de cerca de 20 minutos, o presidente do Parlamento Europeu referiu-se em concreto ao desemprego jovem na Grécia e em Espanha, sublinhando que "as pessoas falam de uma geração perdida na Europa" e que, "mesmo os que têm emprego muitas vezes estão presos numa espiral de estágios não remunerados e de contratos de curto prazo".

 

Martin Schulz afirmou ainda que "estas pessoas estão a pagar uma crise que não causaram e sentem que não é uma sociedade justa", destacando que compreende este sentimento e defendendo que esta "geração perdida" não afecta só os jovens, mas também os seus pais, que "investiram a vida toda na educação dos filhos".

 

"Se somos capazes de mobilizar milhões de euros para estabilizar o sistema bancário e temos de negociar com 28 chefes de Estado durante meses e meses por causa de seis mil milhões de euros para combater o desemprego... Compreendo os que pensam que isto não é uma sociedade justa", disse Schulz num discurso em que evidenciou várias vezes a importância do envolvimento dos representantes dos trabalhadores e das empresas na construção de políticas e de reformas estruturais.

 

O presidente do Parlamento Europeu destacou também que "a desconfiança é o sentimento de muita gente" na Europa, considerando que é transversal tanto entre os jovens como entre os mais velhos.

 

"Preocupa-me que as pessoas sejam incitadas para que se odeiem, ainda que sejam todas vítimas da crise financeira. Enfrentamos um tempo em que os demónios do passado estão a emergir: há líderes de governos democraticamente eleitos que são mostrados em desenhos como nazis e, noutros países, as pessoas são retratadas como preguiçosos e incompetentes e é isto que temo mais", lançou Schulz.

 




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mais votado amfmferreira 05.03.2015

Mas esta gente anda a gozar completamente connosco. Não há mesmo pachorra

comentários mais recentes
DESILUDIDO 08.03.2015

ACABEM COM A EUROPA (UNIÃO QUE SÓ TROUXE DESGRAÇA) DE UMA VEZ POR TODAS

João 06.03.2015

Estes tipos se um dia ao almoço bebem branco dizem uma coisa, se no outro dia bebem tinto dizem. Até quando vamos aguentar isto?

Dinis Filipe 05.03.2015

O fernando nobre foi o primeiro a ser vigarizado por o passos coelho...

José Barata Gonçalves 05.03.2015

Mas o que é que este tipo faz?

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