União Europeia Passos Coelho: Não se pode “enterrar” fundos europeus em obras que não dão frutos

Passos Coelho: Não se pode “enterrar” fundos europeus em obras que não dão frutos

O primeiro-ministro criticou a forma como foram distribuídos os fundos comunitários até aqui e defende que se tem de direccionar este dinheiro para empresas que se internacionalizem.
Passos Coelho: Não se pode “enterrar” fundos europeus em obras que não dão frutos
Diogo Cavaleiro 16 de dezembro de 2013 às 12:55

Portugal recebeu, nos últimos anos, fundos europeus que não soube aproveitar. E essa não pode ser a utilização do dinheiro comunitário. “Não [se podem] enterrar fundos em obras que custam muito a conservar e a manter e que acabam [por não dar frutos]”, considera o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

 

Em conferência de imprensa em Felgueiras, ao lado de empresários do calçado, Passos Coelho foi bastante crítico da política de investimento de fundos europeus. “Fizeram-se investimentos que custaram muito dinheiro e que não acrescentam valor nenhum. Teria feito muita falta usar esse dinheiro para que as empresas pudessem criar emprego”, acrescentou o Chefe de Estado.

 

Neste momento, diz o primeiro-ministro, o dinheiro europeu tem de ser distribuído por empresas que queiram melhorar as suas infra-estruturas para, depois, poderem escoar produtos para exportação. “Esses terão prioridade”, comentou. A Instituição Financeira do Desenvolvimento terá um papel de garantia de eficiência, assegurou.

 

“Os próximos anos poderão ser mais bem aproveitados para o crescimento do país do que foram aqueles anos que agora estão a terminar”, afirmou Pedro Passos Coelho na conferência, dizendo que a partir de 2014, e nos anos seguintes, viver-se-á um período que as indústrias e os serviços exportarão “de uma forma significativa e sem paralelo na nossa história”.

 

O próximo quadro de apoios comunitários estará em vigor entre 2014 e 2020. O secretário de Estado da Agricultura, Diogo Albuquerque, afirmou ao Negócios esta segunda-feira, 16 de Dezembro, que não se pode desperdiçar dinheiro europeu. "Não pode ser devolvido um cêntimo a Bruxelas", defendeu.




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mais votado José do Campo 16.12.2013

É preciso não ter vergonha em prestar este tipo declarações.
Quem esteve à frente da Tecnoforma que está sobre investigação da União Europeia, por causa da atribuição de fundos comunitários e cuja direção estava a cargo de Passos & Relvas. Esbanjaram fundos em cursos de «formação» que não serviram para coisa nenhuma.
Estas afirmações são de bradar aos céus, só se forem mesmo para enganar papalvos!

comentários mais recentes
Parolo 17.12.2013

Nem se podem enterrar fundos na formação profissional de operadores de aeródromos, efectuada pela "empresa" de que foste "administrador"!

Anónimo 16.12.2013

"“Os próximos anos poderão ser mais bem aproveitados para o crescimento do país do que foram aqueles anos que agora estão a terminar”, afirmou Pedro Passos Coelho na conferência, dizendo que a partir de 2014, e nos anos seguintes, viver-se-á um período que as indústrias e os serviços exportarão “de uma forma significativa e sem paralelo na nossa história”."

Estaria a falar para pategos???...

Anónimo 16.12.2013

Branco, branquinho, galinha o põe!!! ah ah ah

Sou Xuxa 16.12.2013

Fico eterrorizado com este tipo de discurso. O que vale é que já não falta muito para os camaradas se sentarem aos comandos deste País. O meu sonho de sempre foi andar num combóio supersónico, ou pelo menos trans-sónico. Também adorava ver o novo aeroporto de Lisboa, seja ele construído no Porto ou em Faro. O actual aeroporto de Lisboa já saturou e ainda há pouco tempo um avião se fez à segunda circular. Mais umas quantas autoestradas e travessiam do Tejo também dariam bom retorno ao País. Força camaradas, bora lá fazer coisas que dêm verdadeiro retorno ao País.

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