Zona Euro Di Maio: Os italianos estão “sempre primeiro” do que as agências de “rating”

Di Maio: Os italianos estão “sempre primeiro” do que as agências de “rating”

O vice-primeiro-ministro italiano deixou claro que é mais importantes os italianos do que as percepções das agências de rating. Di Maio diz ter um compromisso com os italianos e esse está primeiro do que qualquer outro. Esta foi a reacção à descida da perspectiva da dívida por parte da Fitch.
Di Maio: Os italianos estão “sempre primeiro” do que as agências de “rating”
Reuters
Sara Antunes 02 de setembro de 2018 às 15:32

A Fitch ameaçou cortar o "rating" de Itália, devido aos receios em torno do aumento da despesa, o que "deixaria o nível muito alto de dívida pública de Itália mais exposto a possíveis choques", explicou a agência, que manteve o rating em "BBB", dois níveis acima de "lixo".

 

Esta decisão fez soar alguns alarmes, mas o vice-primeiro-ministro italiano garante que está a cumprir com o seu compromisso: zelar pelos italianos.

 

Luigi Di Maio deixou a garantia de que o seu Governo de coligação vai responder primeiro perante os italianos e só depois perante as agências de "rating". "Não podemos pensar em ouvir as agências de ‘rating’ e tranquilizar os mercados, e depois esfaquear os italianos pelas costas", sublinhou, concluindo: "vamos sempre escolher primeiro os italianos", disse o responsável durante uma conferência, citado pela Reuters.

 

"Em 2019, o rendimento universal" deve estar a ser praticado, afirmou, concluindo que o seu financiamento tem de ser incluído "no orçamento para que, pelo menos, cinco milhões de italianos pobres possam voltar a trabalhar", salientou o primeiro-ministro italiano.

 

Além do rendimento universal, o Executivo liderado por Di Maio tem dito que quer reduzir impostos, implementar uma reforça no sistema de pensões, anular um aumento do IVA que está previsto ocorrer no próximo ano e aumentar o investimento em obras públicas.

 

A posição assumida pelo vice-primeiro-ministro surge assim depois de a Fitch ter colocado o "rating" de Itália sob perspectiva negativa, o que significa que a agência poderá cortar a notação financeira do país. Esta alteração da Fitch foi realizada na sexta-feira, 31 de Agosto, à noite.

 

O ministro das Finanças, Giovanni Tria, reagiu ainda no sábado, de uma forma bem mais moderada, garantindo que o país está comprometido com as regras da União Europeia. Uma perspectiva que foi reiterada este domingo, através de uma entrevista ao jornal italiano La Republica. O responsável garantiu que Itália vai honrar os seus compromissos com a UE.




pub