Zona Euro Eurogrupo com acordo de princípio para a Grécia

Eurogrupo com acordo de princípio para a Grécia

O acordo para a Grécia prevê uma extensão do programa de resgate em quatro meses, de acordo com a informação de alguns órgãos de comunicação. Este programa de financiamento provisório não inclui medidas de austeridade, avança a imprensa grega.
Eurogrupo com acordo de princípio para a Grécia
Reuters
André Cabrita-Mendes 20 de fevereiro de 2015 às 18:40

O terceiro Eurogrupo em 10 dias arrancou passadas duas horas do planeado. As reuniões bilaterais dominaram o dia em Bruxelas, com as negociações a serem dominadas por Yanis Varoufakis, Wolfgang Schäuble, Jeroen Dijsselbloem, Pierre Moscovici e Christine Lagarde.

 

Ao final da tarde, começaram a chegar notícias de Bruxelas de que há um acordo de princípio para a Grécia. Um documento provisório foi acordado e vai ser agora submetido à aprovação dos parceiros europeus.

 

O documento estará a ser apresentado pelo líder do Eurogrupo aos parceiros europeus, com os detalhes a poderem ficar fechados nos próximos dias. É de destacar, no entanto, que o acordo ainda precisa de ter luz verde dos 19 estados-membros do euro.

 

"Existe um acordo de princípio para um comunicado entre os parceiros institucionais. Está a ser agora apresentada a todos os ministros. Os detalhes poderão ser definidos mais tarde. Vamos ver", confirmou um diplomata grego à Reuters.

 

Segundo a imprensa grega, o acordo prevê uma extensão do programa de resgate em quatro meses. Este programa de financiamento provisório não inclui medidas de austeridade. Nele, o Governo de Alexis Tsipras compromete-se a não tomar qualquer medida unilateral como aumentar o salário mínimo.

 

Se aprovado, o Executivo helénico terá que apresentar na segunda-feira uma "lista de reformas" aos seus credores. Estas reformas não incluem qualquer medida que venha a piorar a situação humanitária da Grécia, conforme pretendido por Atenas, avança a estação grega Mega TV.

 

(Notícia em actualização)




A sua opinião48
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado QueSeLixeOEstado 20.02.2015

Só um visão muito dogmática e mesquinha para defender a posição da Grécia. Bateram o pé à Europa repressiva? Curiosa representação de quem, estando falido, faz peito com quem o pode salvar da miséria.

Não foram os bancos ou a Alemanha que obrigaram os gregos a endividarem-se brutalmente, a não pagar impostos para sustentar anos e anos de parasitismo do estado. Foram os eleitores gregos que lá, como aqui na tugalândia, votaram em políticos corruptos, incompetentes, que se gladiavam em oferecer ilusões ao povo que neles votava, enquanto distribuíam a riqueza pelos amigos. Isto não é ser de esquerda ou de direita, mas antes realista. Infelizmente, e pelo gáudio que muitos apresentam, Portugal continua repleto de maus pagadores e de gente parasita. António Costa pode comemorar.

comentários mais recentes
Celeste Almeida 20.02.2015

força Grécia não à austeridade

Isabel Duraes 20.02.2015

Enquanto houver Kumbu tudo rola eheheh

Carlos Cunha 20.02.2015

se assim for...vitoria em toda a linha para a grecia e bofetada nos governos da austeridade.

Rui Simões 20.02.2015

Alguém neste País disse: " quem luta, nem sempre vence. Quem não luta perde sempre." Aquilo que mais admiro no ministro das finanças grego, é a sua autoconfiança e a frontalidade com que pega os toiros pelos cornos. Uma pega de caras, nem sempre corre bem, mas o mais importante, é a atitude. Espero que os governantes portugueses, aprendam a lição, ergam-se, ,deixem de estar de joelhos, e lutem pelo povo português. Nazismo nunca mais.

ver mais comentários
pub