Zona Euro Líder da Confederação Europeia dos Sindicatos quer a vitória de Centeno no Eurogrupo

Líder da Confederação Europeia dos Sindicatos quer a vitória de Centeno no Eurogrupo

O líder da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES), Luca Visentini, afirmou hoje esperar que o ministro das Finanças, Mário Centeno, seja na segunda-feira eleito presidente do Eurogrupo, considerando que representa uma viragem na política económico-financeira.
Líder da Confederação Europeia dos Sindicatos quer a vitória de Centeno no Eurogrupo
Lusa 01 de dezembro de 2017 às 20:07
Luca Visentini falava aos jornalistas após ter sido recebido pelo primeiro-ministro, António Costa, numa declaração em que tinha ao seu lado os líderes da UGT, Carlos Silva, e da CGTP-IN, Arménio Carlos.

"Se o ministro das Finanças vencer será um passo na direcção certa. A União Europeia precisa de pôr de lado as políticas de austeridade, apostando no investimento, no crescimento e no emprego", declarou o presidente da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES).

Esta posição sobre a próxima liderança do Eurogrupo foi totalmente partilhada por Carlos Silva, mas não por Arménio Carlos, que se demarcou dela.

"A questão não é a pessoa, mas a política do Eurogrupo. O Eurogrupo foi parte do problema da troika em relação a Portugal", justificou o secretário-geral da CGTP-IN.

Pouco depois, Carlos Silva saiu em defesa do ministro das Finanças do executivo minoritário socialista.

"A UGT vê com bons olhos a possibilidade de Mário Centeno ser presidente do Eurogrupo. Como português, tenho de apoiar a candidatura, para mais porque, além de ser boa para Portugal, é também boa para a Europa", sustentou o secretário-geral da UGT.

Para Carlos Silva, a candidatura de Mário Centeno representa "uma mudança política" no Eurogrupo, porque "vem de um Governo que é já considerado um 'case study' na União Europeia".

Perante os jornalistas, o presidente da CES classificou a reunião com António Costa como "muito positiva", sobretudo em torno de matérias como as políticas de convergência, coesão entre Estados-membros e reforço da protecção social no trabalho.

"Não podemos perder esta oportunidade para reforçar o pilar social da União Europeia", acrescentou.



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