Zona Euro Ministra húngara diz que adesão do país ao euro no curto prazo teria "impacto negativo"

Ministra húngara diz que adesão do país ao euro no curto prazo teria "impacto negativo"

A ministra de Estado para os Assuntos Europeus da Hungria, Eniko Gyori, disse hoje à Lusa que uma adesão a curto prazo do seu país à zona euro teria um "impacto negativo" e defendeu antes um "reforço da economia".
Ministra húngara diz que adesão do país ao euro no curto prazo teria "impacto negativo"
Lusa 28 de março de 2014 às 21:08

"Quando formos suficientemente fortes gostaríamos de aderir à zona euro, é uma obrigação no nosso tratado de adesão, mas se aderíssemos agora teria um impacto negativo quer na zona euro quer em nós", referiu em declarações à Lusa pouco antes de intervir na sessão de enceramento da conferência "Repensar as encruzilhadas da União Europeia - Instituições em Reformas", que também contou com a presença do seu homólogo português Bruno Maçães.

 

"Ainda não somos suficientemente fortes, para ser um bom membro da zona euro é necessário reforçar primeiro a economia. É uma lição que aprendemos, adesões prematuras não são boas sem para o país nem para a zona euro", admitiu Eniko Gyori.

 

No entanto, considerou a zona euro "vital" para o seu país, devido à interdependência entre os 28 Estados-membros da União Europeia (UE). "Posso dizer que se alguém tosse na zona euro, haverá uma pneumonia nos outros países. É do nosso interesse o aprofundamento da cooperação económica na zona euro", sublinhou a ministra magiar, que antes de participar na sessão do Centro Jean Monnet, sede da Comissão Europeia em Portugal, teve oportunidade de abordar com o homólogo português diversos temas europeus e da agenda internacional, em particular a crise na Ucrânia, país vizinho da Hungria.

 

"Estamos de fora e ainda a convergir com os parâmetros da UE, precisávamos de ter as mãos livres, para ultrapassar a crise com sucesso", precisou, ao defender o "aprofundamento da zona euro" e a necessidade de evitar "a construção de muros entre a zona euro e os restantes Estados-membros que não aderiam".

 

Numa referência à situação interna no país, e quando a Hungria se prepara para as eleições legislativas de 6 de Abril, a ministra do Governo conservador do primeiro-ministro Viktor Orban (maioria de dois terços nas legislativas de 2010), sublinhou que a nova lei eleitoral não mereceu particulares reparos pela Comissão de Veneza e que a "missão limitada" dos observadores da OSCE ao escrutínio significa "não existirem grandes problemas".

 

A partir de 2010, o governo maioritário do Fidesz - Aliança cívica húngara adoptou uma nova Constituição e foi alvo de fortes críticas da Comissão Europeia, devido a diversas leis aprovadas no parlamento e que segundo Bruxelas contrariavam o acervo comunitário. 

 

"Éramos o único Estado-membro do leste da Europa até então incapaz de adoptar uma nova Constituição, nunca tínhamos conseguido consenso. Este Governo usou o forte mandato que lhe foi concedido", justificou.

 

A ministra reconhece que "tivemos anos duros", mas assinala uma evolução positiva, após Budapeste ter sido forçada judicialmente a alterar parte da legislação mais controversa. "Hoje não existem questões em aberto entre a UE e a Hungria", assegura.

 

"Sempre estivemos dispostos ao diálogo, quando fomos criticados escutámos, fizemos diversas correcções, em algumas ocasiões os nossos críticos reconheceram ter exagerado um pouco, e garantimos um modus vivendi".

 


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mais votado Fididido Há 3 semanas

Ora aí está, uma pessoa que embora seja Politica e Governante, tem SENSO! Uma coisa que muito falta aos Políticos que vemos desfilar na nossa praça!

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Ainda há alguém que faz o trabalho de casa primeiro!

gatunos Há 3 semanas

Ainda há politicos com neuronios na Europa na inglaterra fizeram 5 simulações e todas provaram que o euro era mau para a economia inglesa e como tal hoje ainda existe a libra e na crise de 2008 mandaram para o c.a.ralho os ditos mercados nacionalizaram os bancos falidos e puseram o seu banco central a imprimir toneladas de libras para alimentar os ditos mercados que teve como consequência uma desvolarizacao da libra em 30% em realacao ao euro o que ajudou a recuperar a economia da inglaterra e a mandad para a falencias as economias dos imbecis paises do sul da europa que sao puros escravos e lacaios dos paises ricos da zona euro.

Super Homem Há 3 semanas

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Anónimo Há 3 semanas

esta pia fino com o putin invadir ucrania

ha meses atras era so arrogância lol

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