Finanças Públicas Banco mau: Centeno de olho em Itália para solução em Portugal

Banco mau: Centeno de olho em Itália para solução em Portugal

O ministro da Finanças diz que o modelo pode servir de base para uma solução em Portugal, mas pode haver diferenças no que respeita o tipo de activos que podem passar para este "fundo".
Banco mau: Centeno de olho em Itália para solução em Portugal
Miguel Baltazar
Paulo Moutinho 17 de abril de 2016 às 17:30

Mário Centeno está a olhar para o fundo italiano, procurando perceber se poderá servir de modelo para enfrentar o problema do malparado em Portugal. Em entrevista à Bloomberg, o ministro das Finanças diz, no entanto, que a solução nacional poderá ter de ser diferente no que respeita ao tipo de activos que poderão ser incluídos nesse "banco mau".


"Ainda está na fase embrionária, mas [o ‘banco mau’] é algo em que estamos a trabalhar arduamente", disse Centeno numa entrevista concedida em Washington, nos EUA, onde está em reuniões com o FMI e o Banco Mundial. "Ainda temos de verificar se serão fundos nacionais ou que se atraem de fora do sistema", refere.


O fundo italiano será financiado por bancos, seguradoras e investidores institucionais. E tem como objectivo ajudar os bancos ao comprar-lhes os empréstimos de maior risco. Tanto Itália como Portugal são dois dos países do euro em que o malparado tem um maior peso: pesa mais de 10%.


A solução para Portugal, diz Centeno, poderá ser um pouco diferente do que a italiana. "As semelhanças e diferenças terão a ver com o tipo de activos que poderão passar para esse ‘fundo’, se são activos imobiliários ou mais créditos de empresas", disse o ministro das Finanças. 




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