Finanças Públicas FMI regressa a Lisboa em Junho para avaliação profunda à economia

FMI regressa a Lisboa em Junho para avaliação profunda à economia

Os técnicos do FMI regressam a Portugal para mais uma visita pós-programa, à qual se juntará a análise ao abrigo da vista anual que faz aos Estados-membros. Contas públicas, crescimento e reformas estruturais serão passadas a pente fino.
FMI regressa a Lisboa em Junho para avaliação profunda à economia
Rui Peres Jorge 16 de maio de 2016 às 08:30

O FMI estará em Lisboa entre 15 e 29 de Junho para uma análise profunda à situação económica e financeira nacional, confirmou ao Negócios um porta-voz da instituição. A visita, mais longa que o habitual, junta os trabalhos da monitorização pós-programa – que o FMI faz duas vezes por ano habitualmente em parceria com a Comissão Europeia e o BCE – à análise anual que o Fundo promove a todos os seus Estados--membros ao abrigo do chamado Artigo IV.

Estes trabalhos contarão com mais dados sobre a evolução da economia portuguesa que permitirá  uma melhor perspectiva sobre 2016, em particular os números da execução orçamental dos primeiros cinco meses do ano que serão publicados a 24 de Junho. Eventuais desvios face aos planos de consolidação orçamental prometidos serão mais facilmente identificáveis.

Em Abril, o FMI publicou o relatório da anterior avaliação (que decorreu em Janeiro), deixando vários avisos e uma promessa. Na frente macroeconómica, o fundo considera que o crescimento deverá ser mais modesto que o previsto pelo Executivo (1,8% este ano) e que as medidas constantes do Orçamento não deverão chegar para reduzir o défice público para 2,2% do PIB em 2016. Os técnicos do FMI, liderados por Subir lall, na foto, entendem ainda que combater a fragilidade do sistema bancário deve ser uma principais prioridades do Governo.

Como promessa deixaram a garantia de que cortariam ainda mais na previsão de crescimento potencial da economia caso o Governo reverta reformas estruturais que consideram importantes, em particular no mercado de trabalho. A missão que começa em Junho terá na avaliação das reformas um dos seus pratos fortes.




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