Finanças Públicas João Leão: Governo concorda com extensão de maturidades dos empréstimos da UE

João Leão: Governo concorda com extensão de maturidades dos empréstimos da UE

O secretário de Estado do Orçamento não assina o relatório, mas concorda "até certo ponto" com três propostas: mais dividendos do banco central, amortizações antecipadas ao FMI e alongamento das maturidades dos empréstimos europeus, mas não de forma unilateral.
João Leão: Governo concorda com extensão de maturidades dos empréstimos da UE
Bruno Simão/Negócios
Rui Peres Jorge 28 de abril de 2017 às 16:17

O Governo vai analisar o relatório do grupo de trabalho sobre dívida pública, frisando que não é um documento do Executivo, que não altera a sua posição de que cumprirá todas as regras orçamentais europeias e que a questão da dívida pública deve ser colocada sempre no plano europeu. Nessa medida, não assina o documento, embora esteja de acordo, até certo ponto, com três medidas avançadas pelo grupo de trabalho: as amortizações antecipadas ao FMI, o aumento do pagamento de dividendos por parte do Banco de Portugal, e o alongamento das maturidades dos empréstimos europeus.

 

"O Governo toma nota das conclusões do relatório, que espelha o esforço de compromisso entre as diferentes personalidades que o elaboraram, e vai analisá-las" afirmou João Leão na apresentação do relatório, acrescentando logo de seguida que "quero salientar que a estratégia do Governo em relação à dívida pública se mantém". Em particular o Governo mantém que cumprirá todas as regras orçamentais europeias, e que só contempla a reestruturação da dívida se esta for colocado no plano europeu, recusando levantá-la de forma unilateral.


O secretário de Estado do Orçamento também evidenciou que este não é um documento que vincule o Executivo, e que não concorda com tudo, pelo que "o Governo entende que não deve assinar este relatório". Em particular "não reflecte em alguns aspectos a estratégia de gestão da dívida que o Governo tem prosseguido e que defende". O relatório propõe por exemplo que o IGCP emita dívida em prazos mais curtos e que reduza a almofada financeira do Estado.


Mas há "três conclusões importantes do relatório e com as quais o Governo está, até certo ponto, de acordo", acrescentou também o responsável: são elas uma política de provisões menos conservadora no Banco de Portugal que permita pagar mais dividendos ao Estado, um reembolso antecipado da dívida ao FMI e o alongamento de maturidades dos empréstimos europeus. Esta última, "é uma questão que poderá ser colocada no plano europeu e naturalmente não de uma forma unilateral", frisou mais uma vez.


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Anónimo Há 3 semanas

Parece-me correcto. Foi assim que alguns países da América do sul resolveram os seus problemas de dívida. Primeiro alongar as maturidades, numa fase posterior renegociar as taxas de juros e no final perdão de uma parte da dívida. Penso que no Uruguai foi assim.

Conselheiro de Trump Há 3 semanas

Nao repitam a cena de ontem quando confrontaram o presidente do eurogroep Dysselbloem.Ainda nao percebi o silencio de Passos Coelho acerca de outro anao que raveia la para os lados de Brussel.Ele ja nao e grande e as cenas que metia parece que estava a entrar pelo chao a dentro.HORRIVEL.

marocas Há 3 semanas

da vontade de chorar, eles , a geringonca, percebe que nao tem solucoes e como as nao tem e sabe que o caminho que esta a ser seguido e mais uma bancarrota, a que chutar parea a frente, esquecem que a divida cresceu inexoravelmente de ha uns 12 anos para ca, porque antes estava muito bem.

joao Há 3 semanas

ah ah ah ah ah , anedotico

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