Finanças Públicas Marques Mendes diz que INE vai rever em baixa o défice para 2%

Marques Mendes diz que INE vai rever em baixa o défice para 2%

O défice de 2016 vai ser revisto em baixa pelo INE para 2%, afirmou Luís Marques Mendes este domingo no espaço de comentário na SIC.
Marques Mendes diz que INE vai rever em baixa o défice para 2%
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 09 de abril de 2017 às 21:01
O défice de 2016 vai ser revisto em baixa pelo INE para 2%, afirmou Luís Marques Mendes este domingo, 9 de Março, no espaço de comentário na SIC. O novo número reforça o saldo do ano passado como o menos negativo desde 1974. 

Não 2,1% mas 2%. É este o número revisto do défice de 2016 que o INE vai apresentar, segundo o comentador. O primeiro valor (-2,06%) foi anunciado no dia 24 de Março. Mas como o Negócios noticiou na semana passada, havia ainda margem para a entidade responsável pelas estatísticas alterar o número final, em função de conversações que estava a manter com o Eurostat.

Uma decisão do Eurostat conhecida já este ano sobre o registo de receitas e despesas de fundos comunitários levou a uma subida do défice orçamental de 2016. Em causa estão situações em que fundos comunitários recebidos por entidades públicas não foram ainda aplicados na economia. Um entendimento de que o INE discorda.

A mudança de regras levou também a uma revisão em alta do investimento das autarquias. Contas feitas, usando a metodologia do ano passado, o défice de 2016 comparável com o de 2015 teria rondado os 1,9% do PIB. Confrontado com a existência de divergências, o INE respondeu apenas que "os dados relativos a 2016 têm ainda uma natureza provisória".

O défice de 2,1% foi celebrado pelo Governo como o mais baixo da democracia. Passos Coelho veio contrapor que em 1989, era Miguel Cadilhe ministro das Finanças, também o défice já tinha sido de 2,1%. A confirmar-se a revisão em baixa do valor pelo INE, ficará resolvida a polémica sobre quem conseguiu o melhor saldo orçamental.



A sua opinião20
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 10.04.2017

Se colocarem o investimento publico a zero o défice ainda baixará um pouco mais. Só tem um problema, hipoteca a criação de riqueza futura. Esta geringonça só fez três coisas até agora, reverteu todas as reformas estruturais feitas no tempo da troika, repôs os rendimentos dos FPs que ganham mais de 1.500€ por mês e dos reformados dourados e empurrou com a barriga a redução da despesa estrutural do Estado. Enfim, pagou os votos da sua clientela eleitoral com o esmagamento do investimento publico.

comentários mais recentes
Anónimo 11.04.2017

Se conhecer o percurso do PPC irá verificar q o seu trajecto politico-profissional foi td feito por lobis. Verifique onde ele trabalhava e p/a quem trabalhava. Questione qual o interesse na privatização das AdP e d gestão d resíduos. Veja quem era o seu padrinho e em q empresas se movimentava.

DJ viajante 11.04.2017

Conversa de treta. Não é a economizar que se levanta um pais, é com investimento consciente e esse não existe.

pertinaz 10.04.2017

CARREGA PASSOS !!!

$$$$$ 10.04.2017

ANONIMO, este governo alem do que você indicou, fez mais coisas. Mas uma sobressai. Não teve lóbis a controla-lo. O outro governo foi lá colocado por vários lóbis e isso teve que ter pagamento. Então assistimos a vários atos que prejudicaram altamente o país. Não os refiro porque são conhecidos

ver mais comentários
pub