Finanças Públicas PAN promete "resposta responsável" ao Orçamento para 2017

PAN promete "resposta responsável" ao Orçamento para 2017

No final da primeira das audiências que Marcelo Rebelo de Sousa terá esta segunda-feira com os partidos, o deputado André Silva anunciou que em Outubro vai apresentar medidas contra a "recessão ecológica" do país.
PAN promete "resposta responsável" ao Orçamento para 2017
Bruno Simão
Lusa 25 de julho de 2016 às 13:00
O deputado único do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) afirmou hoje que será "responsável" quanto ao Orçamento do Estado de 2017, apelando ao mesmo sentido de responsabilidade por parte de todos os partidos, após audiência com o Presidente da República.

"É extremamente necessário que, neste momento de dificuldade que possa existir, haja responsabilidade por parte daqueles que são os partidos que fizeram esta solução governativa e também daqueles que são os principais partidos da oposição, que se dizem responsáveis", afirmou André Silva.

Marcelo Rebelo de Sousa está hoje a receber os partidos com assento parlamentar e ouvirá ainda os diversos parceiros sociais até quarta-feira para uma análise da situação política do país. Depois do PAN, o Chefe de Estado reúne com os representantes de PEV, PCP, CDS-PP, BE, PS e PSD.

"O Orçamento ainda não foi apresentado. Não estamos com todos os dados em cima da mesa. O PAN é um partido responsável e, na altura própria, se for chamado a decidir dará uma resposta responsável", continuou o parlamentar do PAN.

Para o PAN, em jeito de balanço da sessão legislativa, destaca-se "alguma estabilidade que existe nesta solução governativa" de PS, BE, PCP e PEV.

"Há, agora, neste terceiro trimestre, obviamente, um desafio acrescido relativamente à aprovação do orçamento, que terá como cenário algumas dificuldades por parte da Comissão Europeia, por via das sanções", bem como dos previsíveis "reforços de capital no sector bancário", alertou.

A Comissão Europeia vai propor ao Parlamento Europeu a suspensão de alguns dos 16 fundos estruturais em Portugal, que são financiados por Bruxelas, como sanção por não ter sido respeitado o limite do défice público de 3% do PIB, depois de um "diálogo estruturado".

André Silva disse ainda ter conversado com o Presidente da República sobre um "grave problema" que é a "recessão ecológica", adiantando ir apresentar em Outubro no parlamento um "pacote de medidas ambientais para fazer face a alguns problemas que o país vive".



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