Funções do Estado  “O Estado Social que o País soube construir nas últimas décadas tem pés de barro”

“O Estado Social que o País soube construir nas últimas décadas tem pés de barro”

Primeiro-ministro diz que o objectivo do Governo é tornar o Estado Social sustentável e não uma ilusão. Já uma descida de impostos só pode acontecer quando Portugal sair do programa de ajustamento.
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Bruno Simões 18 de janeiro de 2013 às 10:55

“O Estado social que o pais soube construir nas últimas décadas tem pés de barro”, afirmou, esta manhã, o primeiro-ministro. “É a realidade, podemos querer ver ou não. A verdade é que Portugal, em 2011, não tinha dinheiro para pagar o Estado Social. Nem o Estado Social nem o resto”, denunciou Passos Coelho. “Nós queremos defender o Estado Social de tal maneira que ele possa ser sustentável, portanto real, para os portugueses, e não uma ilusão, essa é a diferença”, explicou.

 

Na abertura do debate quinzenal desta manhã, em São Bento, João Semedo lembrou que, no debate desta semana sobre o Estado Social, que decorreu “entre o secreto e o amordaçado”, o Governo não explicou quais é que serão os impactos do corte de quatro mil milhões junto dos portugueses, nomeadamente na escola e saúde públicas. E de chantagear os portugueses: “ou aumentamos os impostos ou reduz-se a despesa pública”.

 

Passos acusou Semedo de querer “chuva no nabal e sol na eira”. “Podemos viver perfeitamente c todas as despesas que temos, mas temos de reduzir a dívida. Está-se mesmo a ver que não há nenhuma contradição: reduzimos a dívida, mas não cortamos despesa nenhuma”, ironizou Passos Coelho.

 

“Tivemos de cortar na despesa mas também tivemos de aumentar os impostos. Mas o senhor deputado entende que o défice tem de descer, mas que não podemos aumentar impostos nem cortar na despesa. Oh senhor deputado, assim é fácil. Assim todo o País vai votar no Bloco de Esquerda”, respondeu Passos Coelho.

 

 

 




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