Orçamento do Estado Centeno: "Não são necessárias medidas adicionais agora"

Centeno: "Não são necessárias medidas adicionais agora"

A necessidade de medidas adicionais e o plano B prometido em Bruxelas foram uma das marcas do último debate na especialidade sobre o Orçamento do Estado. Para o PS a oposição sugere uma estratégia de terra queimada. A oposição responde que quer apenas saber se navega com salva-vidas.
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Rui Peres Jorge 04 de março de 2016 às 12:38

A insistência do PSD e CDS na necessidade de conhecer as medidas adicionais que o Governo está a planear animou o último debate na especialidade de apreciação do Orçamento do Estado, embora sem novidades relevantes do lado do Governo.

O ministro das Finanças Mário Centeno garantiu apenas que está focado no Plano A, o seu orçamento. O PS acusa a oposição de defender uma estratégia militar de terra queimada, enquanto o CDS garante que, perante os riscos identificados no Orçamento, seria importante saber se, pelo menos, o Executivo navega com botes salva-vidas no navio.


O Governo "foi absolutamente transparente sobre todos os compromisso assumidos" em Bruxelas, e afirmou desde início que "as medidas adicionais são para adoptar quando for necessário", disse o ministro das Finanças, acrescentando: "Não são necessárias agora. O foco em relação ao Orçamento do Estado é a sua execução. Esse é o plano A", disse.


O ministro respondeu a questões do PSD e do CDS. Antes, já João Galamba, do PS, tinha criticado a sugestão dos sociais-democratas de que o Governo deveria avançar desde já com um Plano B para evitar o falhanço das metas orçamentais, um risco que tem sido identificado por várias análises independentes. "A bizarra sugestão do presidente do PSD para implementar um plano B para evitar um plano B é como o general na guerra do Vietnam que defendia que é necessário destruir esta aldeia para salvar esta aldeia", afirmou o deputado socialista.


A comparação mereceu resposta de Cecília Meireles do CDS, que lembrou que foi o próprio do Conselho das Finanças Públicas (CFP) a afirmar esta semana que serão necessárias medidas adicionais face às detalhadas no Orçamento. A posição do PS é como defender que "que quem quer botes salva-vidas deseja o naufrágio do navio", retorquiu.


Duarte Pacheco, do PSD, também recordou a análise do CFP, para questionar o ministro sobre a composição e o montante das medidas que estão a ser preparadas, e que terão de ser apresentadas à Comissão Europeia em Abril - exactamente o mês em que entra em vigor o Orçamento. "Com o que é que o senhor se comprometeu em Bruxelas. Quanto pesa no PIB? Quando é que entra em vigor?" foram algumas das questões do deputado do PSD que ficaram sem resposta.




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