Função Pública António Costa garante que 35 horas na Função Pública entram em vigor em Julho

António Costa garante que 35 horas na Função Pública entram em vigor em Julho

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu que as 35 horas de trabalho semanal para a função pública vão entrar em vigor no dia 1 de julho deste ano. O ministro das Finanças tinha dito que não era possível dar essa garantia.
António Costa garante que 35 horas na Função Pública entram em vigor em Julho
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 06 de fevereiro de 2016 às 18:22

Numa sessão de esclarecimento sobre o Orçamento de Estado para 2016 com militantes e simpatizantes do Partido Socialista (PS), no Porto, António Costa disse ter coleccionado primeiras páginas de jornais ao longo da semana em que decorreram as negociações.

 

"Havia um que dizia assim: 'Governo adia as 35 horas para o fim do ano para satisfazer Bruxelas'. Não é verdade, as 35 horas entrarão em vigor no próximo dia 01 de julho", afirmou o também secretário-geral do PS.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou, citado pela edição de hoje do jornal Expresso, que as 35 horas de trabalho na função pública só aconteceriam quando o Governo conseguisse "garantir (…) que esta medida se pode começar a aplicar, tendo garantias de não-aumento da despesa".

 

António Costa lamentou que tenha havido "muita desinformação" ao longo das últimas semanas, mas sublinhou o ponto de chegada: "A verdade é que tudo visto e chegado ao fim deste balanço não sacrificámos nada do que é essencial".

 

"Que tivemos que fazer cedências, com certeza, ninguém pode fazer uma negociação e chegar a acordo no pressuposto de que são os outros que fazem cedências. Agora, é muito importante saber fazer escolhas naquilo que se cede e isso é que é uma questão fundamental", declarou António Costa acompanhado pela eurodeputada Elisa Ferreira numa sessão moderada pelo jornalista António Perez Metelo.

 

O primeiro-ministro afirmou que a escolha feita pelo Governo não foi uma escolha "neutra".

 

"Nós escolhemos proteger os rendimentos do trabalho em detrimento dos rendimentos da banca. Escolhemos assegurar a todas as pessoas a cláusula de salvaguarda do aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em detrimento de proteger os fundos de investimento imobiliário. São opções".




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mais votado Anónimo 06.02.2016

Três observações simples sobre o orçamento:

1ª - o poucochinho transforma cortes provisórios em impostos permanentes (a sobretaxa do IRS vigoraria mais um ano; os cortes na função pública e pensionistas mais dois);
2ª - o poucochinho transforma cortes sectoriais (cortes nos funcionários públicos com ordenados superiores a 1.500 euros e pensionistas com pensões superiores a 1.000 euros) em impostos universais, por isso também pagos pelos mais pobres dos mais pobres;
3ª - O poucochinho continua a alimentar o monstro à custa do sacrifício de todos para beneficiar uns poucos!

O PS, o BE e o PCP são mesmo de esquerda?

comentários mais recentes
Anónimo 17.10.2016



Comemorações Oficiais

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS PENSÕES DOURADAS DA CGA

As reformas mais antigas são as mais elevadas porque tiveram fórmulas mais favoráveis.
São também aquelas em que as pessoas se reformaram/aposentaram com menos idade.
Por isso devem ter os maiores cortes.

Ex: Muitas pessoas reformaram-se/aposentaram-se com 36 anos de descontos e 54 de idade.
Ou seja, muitas dessas pessoas vão estar mais anos a receber a pensão, do que os anos que trabalharam e descontaram.
Basta que vivam até depois dos 90 anos, o que se verifica com cada vez mais pessoas.

Pergunta: Estas pessoas fizeram descontos suficientes para terem a pensão que recebem?

Resposta: Não, nem para metade.

Anónimo 17.10.2016



PS - PCP - BE -- ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


NOVAS PENSÕES MÍNIMAS SERÃO SUJEITAS A PROVA DE RENDIMENTO...

para se gastar mais dinheiro com os subsídios às pensões douradas da CGA.


(As pensões da CGA são subsidiadas em 500€, 1000€, 1500€ e mais, por mês.

Estas pensões sim, devem ser sujeitas a condição de recursos.

E não as mínimas.)

Igualdade da treta entre publico e privado 07.02.2016

Filho de uma cabra cega.

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Filho de uma cabra cega.

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