Função Pública Governo garante que não vai despedir nem colocar trabalhadores na requalificação

Governo garante que não vai despedir nem colocar trabalhadores na requalificação

O ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, garantiu no parlamento que o Governo não vai despedir funcionários públicos nem enviar trabalhadores para a requalificação e que vai privilegiar a contratação.
Governo garante que não vai despedir nem colocar trabalhadores na requalificação
Pedro Elias
Lusa 12 de fevereiro de 2016 às 20:50

"Eu não vou ter que despedir ninguém, eu não vou ter que enviar ninguém para a requalificação. Eu tenho é a preocupação prudente de recrutar novos trabalhadores. Todos os anos, por aposentação, ou por outra forma qualquer saem 20 mil trabalhadores da administração pública", disse Vieira da Silva.

 

O ministro, que foi ouvido durante quase seis horas numa audição conjunta das Comissões de Orçamento e do Trabalho e Segurança Social, garantiu que vai "priorizar, do ponto de vista das contratações de novas pessoas", o recrutamento de trabalhadores para a Autoridade das Condições do Trabalho (ACT) e para as comissões de protecção de crianças e jovens em risco.

 

As declarações de Vieira da Silva surgiram na sequência de uma intervenção do deputado do CDS António Carlos Monteiro, que interrogou o governante sobre a existência de um plano 'B' ou de medidas adicionais no seguimento das exigências de Bruxelas, na quinta-feira.

 

"Não nos foi pedido, mas eu tenho previstas outras medidas e eu enunciei-as aqui: combate à evasão fiscal, apoio às prestações sociais e outras [...] não tenho medidas alternativas, não tenho nenhum plano 'B'", respondeu o ministro da tutela, acusando o deputado de não ter percebido "nada" sobre a questão dos recursos humanos na administração pública e fazer intervenções "completamente fora de sentido". E reforçou: "A prioridade é recrutar. Não vou despedir ninguém nem enviar ninguém para a requalificação".

 

Na sua intervenção final, Vieira da Silva disse ainda, numa alusão ao Programa de Emergência Social (PES), que "há verdades que doem, mas que têm de ser ditas", classificando este programa de "mistificação", que se limitou a criar as cantinas sociais tendo as restantes medidas sido apoiadas pela despesa corrente.

 

O ministro, que foi ouvido no parlamento para explicar as contas da Segurança Social no âmbito do Orçamento do Estado para 2016 (OE2016), assinalou ainda que no ano de 2015 foram gastos, indevidamente, 200 milhões de euros em prestações.

 

Para recuperar este valor que saiu dos cofres da Segurança Social o Governo vai apresentar um Plano anual de combate à evasão contributiva e prestacional, que inclui uma nova declaração mensal de remunerações e um controlo mais apertado do subsídio de doença, estimando uma receita total de 200 milhões de euros.

 




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comentários mais recentes
tobras Há 2 semanas

Mas este gajo já fez tanta caca no passado e já lá esta outra vez. Tambem eles diziam que não aumentavam nada e é o que se vê,todos os dias há novidades.

Anónimo Há 2 semanas

PALAVRA DADA. É PALAVRA HONRADA.

Anónimo Há 2 semanas

Nada de novo:quando o tone de rans era o presidente da cidade teatral mandou 2000 armenios de chapola ao peito vaguear pelos arrabaldes da cidade a custa dos privados, como sempre.O ditado diz: quanto mais subimos,maior o tombo pode ser.AMARRATE.

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