Função Pública Privados voltam a contestar corte de preços da ADSE

Privados voltam a contestar corte de preços da ADSE

Os hospitais privados voltam a contestar o que consideram ser "cortes cegos". Em causa estão os novos limites aos preços. Mas a ADSE garante que não há decisões imediatas.
Privados voltam a contestar corte de preços da ADSE
Miguel Baltazar/Negócios
A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) voltou a contestar o "corte de 10% no valor dos actos pagos aos hospitais privados". A ADSE reafirma a intenção de aplicar os limites previstos no decreto de execução orçamental, mas garante que não há qualquer efeito imediato.
É mais um episódio da troca de acusações que dura há vários meses, desde que a ADSE decidiu impor limites aos preços facturados pelos hospitais, sustentando que é necessário prevenir abusos.

Nos primeiros meses do ano houve negociações entre as duas partes, mas não se obteve acordo em relação a alguns dos pontos com maior impacto na despesa: caso das próteses, dos medicamentos ou de alguns procedimentos cirúrgicos.  O decreto de execução orçamental, publicado em Maio, veio fixar limites máximos.

Esta quinta-feira, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) voltou a criticar os "cortes cegos e sem qualquer racional clínico".

Em comunicado, a entidade liderada por Óscar Gaspar mostra desagrado com as notícias sobre facturação abusiva de dispositivos médicos e com uma carta do início da semana onde a ADSE prevê alterações nos procedimentos de registo, nomeadamente no caso das próteses.

Questionado sobre o assunto, Eugénio Rosa, vogal da ADSE explica que os procedimentos em causa visam preparar a aplicação dos limites do decreto-lei, mas acrescenta que não há efeitos imediatos. "Estão a fazer-se os cálculos para aplicar as normas constantes do decreto-lei. Mas a entrada em vigor depende da conclusão dos estudos e de decisão do Conselho Directivo", que não revela quando será tomada.



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