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A notícia que faz manchete no jornal refere que os grupos internos de trabalho do governo chegaram, até agora, a escassos resultados. Os plafonds de cortes definidos por Vítor Gaspar estão a ser difíceis de atingir. Quanto muito, estes grupos de trabalho sectoriais têm conseguido chegar a metade desses objectivos.
O ministro das Finanças quer colocar alguma urgência nas discussões. Numa conversa com membros da maioria, o ministro terá deixado o aviso: "Vêm aí coisas duras."
Segundo o "Sol", depois de o secretário de Estado Adjunto Carlos Moedas ter tido esta semana várias reuniões com representantes de cada ministério, alguns governantes já admitem que não será possível atingir a meta de quatro mil milhões de euros, sugerindo uma flexibilização para os três mil milhões.
No entanto, as Finanças estão a bater o pé a esta hipótese, argumentando que esse valor está inscrito no Memorando e, como tem, tem de ser atingido.