Fundos comunitários Poiares Maduro garante papel diferente mas fundamental das autarquias nos fundos comunitários

Poiares Maduro garante papel diferente mas fundamental das autarquias nos fundos comunitários

O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional garantiu hoje que a mudança de prioridades na atribuição dos próximos fundos comunitários “não significa um papel menos importante das autarquias” mas sim “um papel diferente”, enfatizando o esforço de desconcentração e descentralização.
Poiares Maduro garante papel diferente mas fundamental das autarquias nos fundos comunitários
Bruno Simão/Negócios
Lusa 08 de fevereiro de 2014 às 20:07

Miguel Poiares Maduro discursava na conferência “Estratégia e Gestão dos Fundos Comunitários - Portugal 2020” - promovida pelos Autarcas Social- Democratas (ASD) e que hoje decorre na Maia – onde enfatizou que “mesmo num contexto em que Portugal vê uma redução das verbas que vai receber de 10%, as verbas atribuídas aos programas regionais sobem”, dando o exemplo do aumento no Norte de 25%.

 

“A mudança de prioridade das infraestruturas para a competitividade, internacionalização e para a inclusão social não significa um papel menos importante das autarquias e dos autarcas, significa um papel diferente mas igualmente importante”, garantiu.

 

Segundo o ministro da tutela, “há um esforço enorme de desconcentração e descentralização” dos próximos fundos comunitários.

 

“Os programas regionais vão beneficiar de fundo social europeu, que reflete as novas prioridades que nós atribuímos não apenas aos fundos, mas ao papel das regiões e dos municípios em matéria da utilização dos fundos para o próximo ciclo de programação”, explicou.

 

Na opinião de Poiares Maduro, “o fundamental para promover a coesão territorial passa por políticas de maior proximidade”.

 

“É por isso que nós temos como eixos transversais de intervenção no próximo ciclo de programação a proximidade e a territorialidade. Isto significa, desde logo, uma importância enorme para autarquias. Uma importância diferente daquela do passado, mas uma importância igualmente relevante”, sustentou.

Enfatizando que “quem melhor conhece os territórios” são os autarcas, o governante considerou que “é acrescentando valor ao território” que se consegue “ter uma economia competitiva”.

 

“E aí as autarquias continuarão a ter papel fundamental. Diferente mas fundamental. Já não será pelos índices de realização de obras mas sim pelos índices económicos e sociais que os nossos autarcas serão avaliados no futuro”, reiterou.

 

Segundo Poiares Maduro, o papel fundamental das autarquias nesta matéria passa ainda por aquilo que diz “respeito à inclusão social”.




A sua opinião15
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 09.02.2014

Há 30 anos que a economia produtiva do Pais se afunda....com fundos. Mais do mesmo.

comentários mais recentes
A. Cardoso 09.02.2014

A corrupção, a promiscuidade as influências entre os políticos e o meio empresarial/financeiro não se queda na estrutura central do Estado. Estende-se às autarquias. Não todas. É evidente. A notícia de que poderá haver um entendimento Governo/PS quanto aos "fundos comunitários" pode, seguramente, entender-se para a "distribuição" desses fundos para amigos e afilhados. Foi o que aconteceu anteriormente, tendo sido aplicados muitos milhões em "obras" e "formação profissional" que encheram os bolsos alguns. Foi, assim, desde os ministérios de Cavaco!

Henrique Costa 09.02.2014

Há uns anos o dono de uma empresa falida, sentado no seu carro topo de gama, dizia-me: " A minha empresa e uma empresa de sucesso!". Perante a minha cara estupefacta, acrescentou: " Sabe, num falhamos nenhuma candidatura aos fundos europeus!".
Percebem para que servem os ditos fundos?

Anónimo 09.02.2014

Nas autarquias, tal como nos governos, deveria ser feita uma Auditoria por um organismo europeu (tal como se faz nas Empresas privadas) e dar conhecimento aos votantes da forma como foram gastos os fundos. Seria uma forma de diminuir a corrupção em Portugal..

Sr dos PASSOS: Portugal o 33º país mais CORRUPTO do MUNDO em 177! Vergonha, disse o Papa FRANCISCO! 09.02.2014

São 308 Terreiros do PAÇO(Municípios).Ninguém PRESTA CONTAS. Mais de 350 Empresas MUNICIPAIS, sem CONCORRÊNCIA, acumulam mais de 10 mil MILHÕES € ( pagos com os nossos IMIs e IMTs) de prejuízo. Para onde foi a MASSA? Venha o GUITO do QREN & Cia, para as AUTARQUIAS, Já! E NINGUÉM vai prá CADEIA , Oh Sr ISALTINO . Não há MORALES!

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub