Impostos "Discutir património acima do milhão de euros? Por amor de Deus", desabafa Costa 

"Discutir património acima do milhão de euros? Por amor de Deus", desabafa Costa 

O primeiro-ministro deixou mais dúvidas sobre uma medida fiscal que tem gerado polémica mas que ainda não está fechada. Só deu como certo que não afectará as famílias de classe média nem o investimento. 
"Discutir património acima do milhão de euros? Por amor de Deus", desabafa Costa 
António Larguesa 20 de setembro de 2016 às 15:01

António Costa garantiu esta terça-feira, 20 de Setembro, que o novo imposto sobre o património imobiliário "será certamente uma medida que contribuirá para maior justiça fiscal e não penalizará as famílias", embora considere "prematuro estarmos a discutir medidas avulsas" de um Orçamento do Estado que só vai ser apresentado a 14 de Outubro. 

 

"Não está ainda definida qual a base de incidência, sobre o que é que incide, imóveis de que valor, que tipo de imóveis, estamos a falar do valor líquido do património ou deduzido, por exemplo, do valor das hipotecas que impendem sobre esse património? Estamos a falar de casas que estão arrendadas e que constituem investimento ou estamos a falar de habitação própria? Há um conjunto de questões que ainda não estão resolvidas e tornam prematura qualquer discussão sobre essa matéria", disse o primeiro-ministro. 

 

Em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia de apresentação da nova imagem do concelho de Vila Nova de Gaia, o chefe do Governo detalhou que "maior justifica fiscal significa que não podemos ter os rendimentos do trabalho a suportar, com o peso com que suportam, o conjunto do financiamento do Estado e das autarquias, em detrimento de outras formas de rendimento. Além disso, acrescentou, "é justo tratar distintamente, do ponto de vista fiscal, quem tem a sua casa - ainda que seja uma belíssima casa e uma casa cara - e quem tem um vasto património imobiliário".

 

"A discussão é a propósito de patrimónios acima de um milhão de euros? Por amor de Deus! Sejamos realistas e tenhamos a noção do país em que vivemos e das prioridades que temos de ter. A nossa prioridade é aumentar o salário mínimo nacional e aumentar os índices de apoio social para que quem tenha sido atingido pela pobreza saia dessa situação porque não há uma sociedade decente e que atraia investimento fomentando a miséria", desabafou Costa. 

 

Protagonismo de Mortágua e "bom senso" de Marcelo

O novo imposto que o PS e o Bloco de Esquerda anunciaram para taxar o património imobiliário tem provocado polémica à direita mas também dentro do próprio PS. O protagonismo que Mariana Mortágua tem assumido desde que a medida foi noticiada pelo Negócios não tem agradado a alguns dos deputados, especialmente os da ala mais moderada do partido, que incluem os mais próximos de António José Seguro e os que não concordam com a solução firmada com a esquerda. 

 

Mariana Mortágua é a nova ministra sombra das Finanças? "Não, creio que é deputada do Bloco de Esquerda. Temos de discutir com base nas coisas reais e não com base nas que não são reais. Está inscrito no programa do Governo o princípio de que devemos introduzir progressividade no IMI para que quem mais tenha pague mais e quem menos tem pague menos. Houve um grupo de trabalho que propõe uma medida. Essa medida não está concluída, não está finalizada", respondeu. 

 

Já questionado sobre o eventual impacto do novo imposto no investimento, um potencial efeito que gerou a preocupação pública de Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro referiu que essa é "uma preocupação do Presidente da República e de qualquer pessoa de bom senso". "Ninguém pode tomar uma medida fiscal que tenha um efeito positivo do lado da receita e depois tenha um efeito desastroso noutras consequências", concluiu. 


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mais votado Anónimo 20.09.2016


A MALTA DA FP E CGA QUER PÔR O PAÍS NA BANCARROTA... OUTRA VEZ.

PARA A ESQUERDA, os trabalhadores do privado servem apenas para pagar cada vez mais impostos, para sustentar as benesses e os privilégios da FP e da CGA.

Os salários dos trabalhadores do privado desceram imenso nos últimos anos... enquanto no público vão igualar o seu máximo de sempre, já em outubro próximo.


comentários mais recentes
Anónimo 21.09.2016


PS ROUBA OS TRABALHADORES DO PRIVADO

FP SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

Por que razão o cálculo da pensão da sua CGA era mais generoso do que o cálculo da pensão do regime geral?

Porquê?

Por que razão uns tinham reforma de filhos e outros reforma de enteados? Esta discrepância logo à partida é que é razão para indignação, meu caro amigo.

A equiparação prometida é da mais elementar justiça.

Por que razão trabalha V. Exa. menos 5 horas semanais do que os trabalhadores dos sectores privados?

Pior: além de trabalhar menos horas, ainda tem direito a mais dias de férias.

Porquê?

Que razões podem justificar estes privilégios injustificáveis?

Que aritmética laboral pode justificar esta diferença entre V. Exa. e a restante população?

Que equidade pode existir aqui?

E, já agora, a falta de equidade vai continuar a marcar a ADSE. Mesmo com o aumento da sua contribuição, aposto que a ADSE continuará a ser deficitária, ou seja, V. Exa. continuará a usufruir de um seguro de saúde pago pelo dinheiro de todos. Cá fora, as pessoas pagam os seus seguros de saúde na totalidade, mas o meu caro amigo teve durante décadas um seguro de saúde financiado pelos impostos de toda a gente. E, apesar das mexidas, o dito seguro continua de pé. Porquê?

Anónimo 21.09.2016


Comemorações Oficiais

FP – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES DO PRIVADO

CORRIGIR AS INJUSTIÇAS QUE ALGUNS QUEREM PERPETUAR

As reformas mais antigas são as mais elevadas porque tiveram fórmulas mais favoráveis.
São também aquelas em que as pessoas se reformaram/aposentaram com menos idade.
Por isso devem ter os maiores cortes.

Ex: Muitas pessoas reformaram-se/aposentaram-se com 36 anos de descontos e 54 de idade.
Ou seja, muitas dessas pessoas vão estar mais anos a receber a pensão, do que os anos que trabalharam e descontaram.
Basta que vivam até depois dos 90 anos, o que se verifica com cada vez mais pessoas.

Pergunta: Estas pessoas fizeram descontos suficientes para terem a pensão que recebem?

Resposta: Não, nem para metade.

Anónimo 21.09.2016

Sinceramente eu acho mesmo que o Sr. Primeiro Ministro não sabe mesmo, ultimamente aliás não tem conseguido dizer nada de concreto sobre a sua visão para o nosso país.

Anónimo 21.09.2016

Vai mas é mentir aos parvos que vão nas tuas cantigas, o povo já não está como em 2011, quando com Sócrates levaste o País a Bancarrota http://observador.pt/2016/09/21/governo-sabia-que-be-ia-divulgar-proposta-para-tributar-imoveis/

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