Impostos Lobo Xavier recusa conflito de interesses por presidir à comissão para reforma do IRC

Lobo Xavier recusa conflito de interesses por presidir à comissão para reforma do IRC

António Lobo Xavier rejeitou incompatibilidades entre o facto de ser administrador de várias empresas e ter sido nomeado para presidir à comissão que vai propor a reforma do IRC.
Lobo Xavier recusa conflito de interesses por presidir à comissão para reforma do IRC
Negócios 04 de janeiro de 2013 às 07:57

António Lobo Xavier não encontra nenhum conflito de interesses entre o facto de fazer parte da administração de várias grandes empresas e o ocupar lugar de presidente da Comissão de Revisão do IRC.

 

No programa Quadratura do Círculo, da SIC Notícias, Lobo Xavier admitiu que ponderou essa questão, mas rejeitou a perspectiva do Bloco de esquerda, que considerou tratar-se de “uma nomeação política” a designação de António Lobo Xavier

 

Citado pela TSF, Lobo Xavier sublinhou que não vai tomar decisões nem produzir qualquer lei no cargo de presidente da Comissão de Revisão do IRC, por isso rejeita a denúncia do Bloco. “Eu não faço leis”, adiantou.

 

“Pensei nisso, no conflito de interesses, mas com franqueza não foi pensamento que me tivesse afligido muito. Eu sabia que iria ter este tipo de comentários, [mas] eu vou fazer um trabalho, um serviço público que é construir uma alteração da legislação num sentido que o Governo propõe, e com o qual eu concordo, mas depois esse trabalho será sujeito a três meses de discussão pública e será assumido por alguém, ou pelos deputados ou pelo Governo”, comentou.

 

O Bloco de Esquerda discordou da nomeação por Lobo Xavier pertencer aos conselhos de administração do BPI, da Mota-Engil e da Sonaecom, "ou seja, grandes grupos empresariais" que "contribuem bastante" para o IRC e que "nos últimos anos", receberam "apoios e dinheiros públicos", como é o caso do BPI, ou ficaram conhecidos "pela mobilidade para a Holanda por questões fiscais".

 

"É uma espécie de nomeação em que pomos as raposas a definir as regras de protecção do galinheiro, ou seja, são as grandes empresas, um representante, um administrador das grandes empresas, que vai presidir a um estudo da reforma do IRC. Não são, portanto, as pequenas e médias empresas que vão definir dados de tesouraria, não é um representante do sector da restauração a braços com uma carga fiscal do IVA que está a matar todo um setor. Não, são de facto os grandes grupos empresariais que vão dominar a agenda desta revisão do IRC", afirmou Ana Drago, citada pela Lusa.

 

 




A sua opinião24
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Artur Pimentel 04.01.2013

É algo parecido como nomear o braço direito de Bin Laden para presidente de uma Comissão de Reforma da Lei Antiterrorista!

comentários mais recentes
Arnold 05.01.2013

Alguém já se questionou o que esse Sr. faz nas empresas em que está ligado? Sim, "administrador", mas o que faz no dia a dia? Parece que os nossos "grandes" jornalistas não estão para se chatear...

diaADiaMatamPortugal 05.01.2013

Que poupa vergonha. A analogia de por as rapazoes a decidir as regras de proteccao do galinheiro eh verdadeiramente perfeita. A merdida defendida pelo ministro da Economia, provavelmente o unico bom ministro no Governo, esta aqui para ser adiada e atrasada e o seu impacto minorado o mais possivel. Nao eh de admirar que o Ministro da Economia tenha sido sempre dos candidatos ah remodelacao. O Sr. Primeiro Ministro nao gostou do q viu. Um homem com ideias e escrupulos q faz oq pode para honrar a sua palavra... Como o Ministro da economia defene, e bem, com unhas e dentes a medida da reducao do IRC significativa, o governo decidiu meter um travao com mais uma comissao de badamecos onde ah cabeca metem um sujeito cujos conflitos de interesse com as sua actividade politica nao poderiam ser mais flagrantes. Que pouca vergonha! Realmente, nao ha vergonha nesta classe dirigente. Eh como o processo ridiculo de privatisacao da TAP, em q o travao teve que ser mais um escandalo com o Relvas. So criminosos...

Anónimo 04.01.2013

A seguir, o governo PSD/CDS vai nomear Oliveira e Costa para liderar a comissão da reforma da supervisão bancária ???

JB 04.01.2013

Vejo aqui muita indignação nestes comentários mas são na sua maioria reveladores de ignorancia e estupidez. O que se pretende é uma reforma do IRC! sim, os impostos sobre o lucro das empresas! As empresas são quem gera emprego não público e a maioria dos negócios que permitem gerar mais valias: i.e. dinheiro. Este dinheiro permite aos empresários investi-lo, melhor ou pior, gerando mais oportunidades de emprego e mais negócios!!! Será que em Portugal a maioria deste povo tem que ver os emresários como criminosos/vigaristas?! Mas quando é que esta gente sai debaixo da saia da mãezinha do Estado e se põe mais esperta, activa, arrisca e se torna mais exigente consigo própria?

ver mais comentários
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub