Justiça Governador do BCE enfrenta acusação de suborno

Governador do BCE enfrenta acusação de suborno

O Ministério Público acusou o governador do Banco da Letónia, membro do BCE, de suborno. Ilmars Rimsevics esteve detido em Fevereiro no âmbito deste processo.
Governador do BCE enfrenta acusação de suborno
Sara Antunes 28 de junho de 2018 às 16:34

Ilmars Rimsevics, governador do Banco da Letónia e membro do Banco Central Europeu (BCE), foi acusado pelo Ministério Público, no âmbito de uma investigação de suborno. O responsável, que já esteve detido em Fevereiro, já negou as más práticas e tem-se recusado a demitir da liderança do banco central, cujo mandato só termina em 2019.

 

Ilmars Rimsevics lidera o banco central da Letónia desde 2001 e é o líder com o mandato mais longo ao serviço de um banco central nacional, que está sob supervisão do BCE. Apesar de liderar o banco central há 17 anos, o responsável tem cargos de supervisão da indústria financeira desde 1992.

 

E apesar de continuar a liderar o banco central, o responsável tem estado ausente das reuniões do BCE, uma vez que a sua condição legal o proíbe de se ausentar do país. E a sede do BCE é na Alemanha.

 

O banco local Norvik enviou em Dezembro do ano passado para o Banco Mundial um documento de 39 páginas que denúncia uma repetida extorsão de dinheiro por parte de uma alta figura do panorama letão. Agora identificado como o governador do banco central do país, Ilmars Rimsevics.

 

Alegadamente, Rimsevics exigiu pagamentos de 100 mil euros por mês para dar permissão ao Norvick Banka para actuar na Letónia. O caso conta com relatos de ameaças de morte.




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