Justiça Helena Garrido: "Estamos perante uma decisão inédita que limita a liberdade de informar"

Helena Garrido: "Estamos perante uma decisão inédita que limita a liberdade de informar"

A directora do Negócios, Helena Garrido, comenta na CMTV a decisão, que considera inédita e limitadora da liberdade de informação, estabelecida por um tribunal de não permitir aos jornais do grupo Cofina a publicação de notícias sobre a Operação Marquês, que envolve José Sócrates.
A carregar o vídeo ...
Negócios 28 de outubro de 2015 às 19:22

"A censura começa sempre por algum lado. Estamos a viver tempos muito complexos em Portugal, é preciso estarmos vigilantes", comenta à CMTV Helena Garrido a decisão judicial de proibir os jornais do grupo Cofina de publicarem notícias sobre a Operação Marquês, que envolve José Sócrates. E lembra, mesmo, que a "censura no Estado Novo não começou de um dia para o outro. Foi começando".

Para a directora do Negócios, jornal que acaba por ser abrangido na decisão judicial que impôs limitações a todos os órgãos do grupo Cofina, há um condicionamento na liberdade de informar os leitores.

"Estamos perante uma decisão inédita por visar apenas um grupo de media e uma decisão que limita a liberdade de informar e limita a liberdade de informar sem que se perceba o que justifica esse condicionamento à liberdade de informar".

À CMTV, Helena Garrido acrescenta que é um direito de todos cidadãos serem informados. Ainda para mais quando o processo envolve crimes contra a comunidade como é o caso da alegada corrupção.

Também condiciona os jornais face aos seus concorrentes."Há questões de concorrência que vale a pena avaliar". Helena Garrido sustenta, mesmo, que "coloca questões de direitos, liberdades e garantias que devia ser analisado". 

Helena Garrido espera ainda que a ERC, o sindicato de jornalistas e a comissão da carteira profissional dos jornalistas se pronuncie sobre este caso.




A sua opinião145
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 29.10.2015

Na venezuela aumentaram os professores em 30% devido a inflação alta,. isto é a esquerda, não há dinheiro? Não há problema, imprime-se mais umas toneladas de notas e aumenta-se o povão. E este fica todo contente porque foi aumentado 30% mas não sabe que ficou mais pobre 55% porque a infalação é de 85%. Viva a esquerda!!! Sempre a fhoder os povos!!!

comentários mais recentes
Maria valentina Umer 06.11.2015

A Helena Garrido nao tem que se queixar de censura. Ela pratica tal todos os dias no seu Jornal, que é um orgao duma empresa para prófito, a Cofina.
Nao há jornalistas portugueses que merecem o nome. E a corrupcao continua.

CANOS 01.11.2015

muitos sabem como o socrates entrou na política e como esta agora.de onde veio esse dinheiro todo?todos eles tem de ter medo de sair de casa.tiro neles

Anónimo 29.10.2015

Um ex-PM suspeito de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais só em Portugal pode “andar na rua” incólume!!

Suspeito de nos roubar a todos e ainda canta de galo!!

E quer impedir o CM de divulgar as provas contra si que constam da investigação??

Então não pediu o levantamento do segredo?? E a sua defesa não disse que não há factos, não há provas, não há nada?

Então pq é q não se pode conhecer o q lá está? E q é da autoria do MP e não dos jornais!

É um país amordaçado!! A esquerdalha faz o q quer! Só os hipócritas e indefectíveis de Sócrates continuam a acreditar q são só suspeitas…

Bem feita 29.10.2015

Informar não é difamar vão dar banho ao cão.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub