Justiça Sócrates: "Nunca recebi dinheiro de ninguém"

Sócrates: "Nunca recebi dinheiro de ninguém"

José Sócrates chegou ao DCIAP onde vai ser sujeito a novo interrogatório no âmbito da Operação Marquês. Voltou a acusar o Ministério Público de uma campanha difamatória, absurda e falsa.
Sócrates: "Nunca recebi dinheiro de ninguém"
.
Alexandra Machado 13 de março de 2017 às 14:42
José Sócrates, à chegada ao DCIAP para novo interrogatório, voltou a criticar a investigação a que é sujeito, dizendo que se quer "transformar qualquer diligência num espectáculo".

Segundo declarações transmitidas pelas televisões, o ex-primeiro-ministro que é o arguido central da Operação Marquês garantiu à chegada que "nunca recebi dinheiro de ninguém".

Sócrates diz que é uma "campanha maldosa, difamatória", que não provou qualquer facto. Referindo-se às notícias que têm saído sobre as suspeitas do Ministério Público que falam de recebimentos por parte de Sócrates nomeadamente pelo GES, Sócrates diz que se tenta apresentá-lo como próximo de Ricardo Salgado e com ligações aos interesses do BES/GES ou da PT.

Reafirma que a única intervenção que teve nos negócios da PT, enquanto primeiro-ministro, foi o de utilizar a golden share para impedir numa primeira fase a venda da Vivo por parte da operadora, o que no seu entender até foi uma decisão contra os interesses de Ricardo Salgado e dos accionistas da PT que queriam vender a Vivo para obter dividendos.

Foi uma "intervenção contra os interesses do dr. Ricardo Salgado e contra administração da PT", por isso, dizem que falar de outra coisa é "quererem rescrever a história", sendo, por isso, no seu entender uma insinuação "falsa e injusta". Mas, acrescenta, o "mais importante seria que alguém apresente as provas".

E é novamente à investigação que atira. "Tem sido o padrão deste inquérito. Transformar qualquer diligência num espectáculo", promovendo, no entender do ex-primeiro-ministro, uma "difamação maldosa e indecente nos jornais". Para Sócrates, "só utiliza estes métodos quem está inseguro e não está confiante. Ou acusa ou cala-se. Não faz campanha nos jornais, com delacções anónimas para comprometer seja quem for. São métodos que ferem quem quer actuar com decência num processo justo e criminal que é uma coisa séria".

Por isso, diz que responderá ao Ministério Público, mas que vai defender-se "da campanha recente" que é "delirante, absurda, falsa e mentirosa". 



pub