Justiça FBI desbloqueia iPhone de atacante de San Bernardino e põe fim à batalha com a Apple

FBI desbloqueia iPhone de atacante de San Bernardino e põe fim à batalha com a Apple

A polícia federal dos EUA (FBI) conseguiu desbloquear o iPhone usado por um dos atacantes de San Bernardino, tendo a Justiça optado por pôr termo ao processo judicial intentado contra a Apple.
Bloomberg TV Negócios 29 de Março de 2016 às 01:37

O FBI conseguiu ter acesso aos dados do iPhone usado por um dos atacantes de San Bernardino (Califórnia), em Dezembro passado, tendo a Procuradoria decidido cessar a acção intentada em tribunal contra a Apple.

 

A 2 de Dezembro de 2015, Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik, um casal com ligações ao Estado Islâmico, abriu fogo sob um grupo de funcionários do Departamento de Saúde Pública que se encontrava numa festa de Natal na cidade californiana de San Bernardino. Um atentado que resultou em 14 mortes e 22 feridos graves. Na sequência do tiroteio, o casal foi morto pela polícia norte-americana.

 

Para investigar o caso, o departamento de Justiça dos EUA instou a Apple a dar "assistência técnica" ao FBI para que a agência federal acedesse ao iPhone 5c de Syed Rizwan Farook.

As autoridades queriam que a Apple desenvolvesse um "software" que permitisse ao FBI aceder aos dados do aparelho. No entanto, Tim Cook, CEO da Apple, recusou o pedido com o argumento de que abriria um "perigoso precedente" e iria pôr em causa a privacidade dos seus utilizadores.

 

O caso foi para tribunal, mas no passado dia 21 de Março a juíza federal Sheri Pym adiou – a pedido do governo norte-americano – uma audiência fundamental com a Apple, marcada para o dia seguinte, sobre o acesso ao iPhone. A juíza disse que baseou a sua decisão em informações segundo as quais o governo conseguiria aceder aos dados do telemóvel de Syed Farook sem a ajuda do "gigante" da tecnologia.

 

E foi o que aconteceu. O FBI conseguiu desbloquear o aparelho em questão, com a ajuda de "uma terceira parte", tendo a Justiça posto termo ao processo.

 

"A nossa decisão de terminar a litigância (com a empresa) deveu-se exclusivamente, com a assistência recente de uma terceira parte, ao facto de termos sido capazes de desbloquear este iPhone sem comprometer qualquer informação no telefone", afirmou a procuradora Eileen Decker, em comunicado citado pela Lusa.




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