Silva Carvalho e Nuno Vasconcelos acusados de corrupção
08 Maio 2012, 10:07 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
Enviar por email
Reportar erro
0
O Ministério Público acusou três arguidos do denominado "caso das secretas" pelos crimes de acesso ilegítimo agravado, abuso de poder, violação do segredo de Estado e corrupção passiva e activa para ato ilícito.
A informação foi prestada hoje pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP), indicando também que houve um arquivamento parcial do inquérito em relação a alguns factos em investigação relativo a actos praticados por ex-dirigentes de um organismo do Serviço de Informações da República.

De acordo com a imprensa de hoje, os acusados são Jorge Silva Carvalho, ex-director do SIED, Nuno Vasconcelos, presidente da Ongoing e João Luís, funcionário da secreta.

Segundo o “Correio da Manhã”, Silva Carvalho (na foto) é acusado de um crime de corrupção passiva, três de abuso de poder, um de violação do segredo de estado e um de acesso ilegítimo agravado. Já o presidente da Ongoing é acusado de corrupção activa. Já João Luís é acusado de três crimes de abuso de poder, por ter acedido à facturação detalhada de Nuno Simas, jornalista do “Público”. A mesma informação foi noticiada também pelo “Jornal de Notícias”.

A acusação do Ministério Público ocorre depois de, a 26 de Abril, Nuno Vasconcelos e Jorge Silva Carvalho terem sido interrogados no DIAP de Lisboa por suspeita de ilícitos criminais relacionados com acesso ilegítimo a dados pessoais do jornalista Nuno Simas.

Em Agosto do ano passado a investigação do caso sobre alegadas escutas e espionagem ilegal feita pelos serviços secretos foi considerada prioritária e urgente, e o inquérito foi aberto a pedido do director do Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira.

Na altura, Júlio Pereira pediu ao Ministério Público que fosse instaurado um inquérito criminal sobre alegadas fugas de informação nas secretas, tendo ele próprio prestado declarações.

O caso foi noticiado em Julho passado pelo semanário Expresso, que revelou que o ex-director do SIED Jorge Silva Carvalho passou à empresa privada Ongoing informações relacionadas com dois empresários russos, antes de abandonar a chefia do organismo, em Novembro de 2010.

A nota divulgada ontem pelo DIAP indica apenas que a um dos arguidos foi-lhe imputado um crime de acesso ilegítimo agravado, três de abuso de poder, um de violação de segredo de Estado e um de corrupção passiva para acto ilícito.

Enviar por email
Reportar erro
0
pesquisaPor tags:
alertasPor palavra-chave: