Angola Amnistia congratula-se com o fim da greve da fome de Luaty

Amnistia congratula-se com o fim da greve da fome de Luaty

A Amnistia Internacional Portugal classifica a greve da fome de Luaty Beirão como um "acto de bravura e coragem" e espera que o julgamento dos activistas angolanos, marcado para 16 de Novembro, "não tenha lugar".
Amnistia congratula-se com o fim da greve da fome de Luaty
Lusa 27 de outubro de 2015 às 10:21

A presidente da Amnistia Internacional Portugal, Teresa Pina, congratulou-se esta terça-feira, 27 de Outubro, com o anúncio do fim da greve de fome do activista angolano Luaty Beirão, que considerou ter sido "um acto de bravura e coragem".

 

O 'rapper' e activista angolano, que está internado sob detenção numa clínica de Luanda, terminou a greve de fome de protesto contra a sua prisão preventiva ao fim de 36 dias, disse hoje á Lusa o seu advogado.

 

Em declarações à agência Lusa, a responsável da Amnistia Internacional Portugal classificou o fim da greve de fome como uma "boa notícia", pois não houve "perda de vida humana".

 

"É um acto de enorme coragem e de grande bravura por parte de Luaty, que decidiu que deveria terminar a greve de fome por entender que deve entrar noutra fase para enfrentar a questão", disse.Teresa Pina salientou que a "AI respeita as vontades individuais e não se intromete neste tipo de decisões". No entender da presidente da AI Portugal, com o fim da greve de fome evitou-se a deterioração da situação.

 

"Quero dizer também que a nossa expectativa mantém-se agora reforçada. Esperemos que se abra um novo capítulo no caso, designadamente que se olhe para o que está em cima da mesa: acusações num processo que envolve prisioneiros de consciência e que o julgamento não tenha lugar, que sejam retiradas acusações e as pessoas libertadas", sublinhou.

 

Teresa Pina adiantou que, na quarta-feira, a organização vai ser recebida na embaixada de Angola em Lisboa, onde irá apresentar as suas mesmas preocupações e entregar uma petição, com cerca de 40 mil assinaturas, para a libertação dos activistas angolanos detidos.

 

"A embaixada de Angola respondeu ao nosso pedido de audiência [efectuado na semana passada]. Vamos ser recebidos amanhã [quarta-feira]. Esperamos, já num ambiente de menor tensão, ter a oportunidade de abordar a questão dos direitos humanos", concluiu.

 

O advogado de Luaty Beirão confirmou à Lusa o fim da greve de fome e remeteu mais informações para a família. "Ele quando falou comigo, na segunda-feira, já encarava essa possibilidade, de terminar a greve de fome. Era mais do que provável, de certo modo rendia-se aos apelos dos colegas e nomeadamente o último, que foi feito pela esposa, por causa da filha", disse o advogado Luís Nascimento à Lusa.

 

Até segunda-feira, Luaty Beirão cumpriu 36 dias em greve de fome, protestando contra o que dizia ser o excesso da prisão preventiva e exigindo aguardar julgamento em liberdade, como prevê a lei angolana. O músico e activista, que também tem nacionalidade portuguesa, é um dos 15 activistas angolanos em prisão preventiva desde Junho, sob acusação de actos preparatórios para uma rebelião em Angola e um atentado contra o Presidente da República.

 

O início do julgamento, que envolve outras duas arguidas em liberdade provisória, está agendado para 16 de Novembro, no Tribunal de Cacuaco, nos arredores de Luanda.


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comentários mais recentes
JP7 27.10.2015

JSOE EDUARDO DOS SANTOS SÓ ESTA A DAR FORÇA E PROJECÇÃO AO LUATY. ERRO FATAL!
IMPORTA RELANÇAR A UNITA QUANTO ANTES E ABSORVER O LYATY E SEU GRUPO COLOCANDO OS MAIS ATIVOS NO ESTRANGEIRO EM FUNÇÕES ECONOMICO-DIPLOMATICAS
NUNCA, MAS NUNCA, TRANSFORMÁ-LOS EM MARTIRES DO REGIME. ABRAÇA-LOS NÃO ESMURRÁ-LOS.

Mario Melo 27.10.2015

~guinxa abarat

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