Américas Crescimento dos EUA revisto em alta para 2,9% no quarto trimestre

Crescimento dos EUA revisto em alta para 2,9% no quarto trimestre

A subida do PIB foi revista em alta de 2,5% para 2,9%, sobretudo devido ao maior aumento dos gastos dos consumidores em três anos.
Crescimento dos EUA revisto em alta para 2,9% no quarto trimestre
Rita Faria 28 de março de 2018 às 13:48

O crescimento da economia norte-americana abrandou menos do que era esperado nos últimos três meses do ano passado, devido ao desempenho positivo dos gastos dos consumidores, que anulou parcialmente o efeito negativo decorrente da subida das importações.

 

A subida do PIB no quarto trimestre foi revista em alta de 2,5% para 2,9% esta quarta-feira, e ficou acima das estimativas dos analistas consultados pela Reuters que antecipavam um crescimento de 2,7%.

 

Assim, nos últimos três meses de 2017 o crescimento abrandou menos face aos três meses anteriores, período em que o PIB subiu a uma taxa anual de 3,2%. No conjunto do ano, os Estados Unidos cresceram 2,3%, o que representa uma aceleração expressiva face ao ritmo de 1,5% registado no ano anterior.

 

Segundo os dados revelados pelo Departamento do Comércio, o aumento dos gastos dos consumidores – que representam mais de dois terços da actividade económica dos EUA – foi revisto em alta para 4%, o que compara com o avanço de 3,8% anteriormente reportado. Este foi o melhor desempenho desde o último trimestre de 2014, e seguiu-se a uma subida de 2,2% entre Julho e Setembro.  

 

Também o aumento das importações foi revisto em alta para 14,1%, a maior subida desde o terceiro trimestre de 2010.

 

A revisão do PIB reflecte ainda uma redução menor dos inventários do que anteriormente avançado.

 

Segundo a Reuters, há sinais de que a economia norte-americana abrandou ainda mais no primeiro trimestre deste ano, com as vendas a retalho a descerem, em Fevereiro, pelo terceiro mês consecutivo.

 

Ainda assim, os analistas acreditam que a economia vai atingir a meta de crescimento de 3% apontada pela administração Trump, impulsionada pela reforma fiscal e pelo aumento previsto dos gastos do governo.




pub