Américas Presidente argentina formalmente acusada no caso do ataque contra centro judaico

Presidente argentina formalmente acusada no caso do ataque contra centro judaico

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi hoje formalmente acusada de dar cobertura a responsáveis iranianos envolvidos no ataque de 1994 contra um centro judaico em Buenos Aires, capital do país sul-americano.
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Lusa 13 de fevereiro de 2015 às 19:18

Em comunicado, o procurador do caso, Gerardo Pollicita, anuncia ter confirmado as conclusões do seu antecessor, Alberto Nisman, encontrado morto, com um tiro na cabeça, a 18 de Janeiro, um incidente inicialmente descrito como suicídio, mas que está sob investigação.

 

O procurador Alberto Nisman tinha acusado a Presidente Kirchner, o chefe da diplomacia, Hector Timerman, e outros governantes argentinos de darem cobertura aos altos responsáveis iranianos envolvidos no ataque de 1994, em troca de petróleo.

 

O ataque à bomba contra a Associação Mútua Judaica Argentina matou 85 pessoas e feriu 300.

 

Depois de uma investigação inicial ter terminado sem condenações, Nisman foi indicado em 2006 para reabrir o caso, tendo acusado o Irão de ter ordenado o ataque, através do grupo xiita libanês Hezbollah, e solicitado a detenção de cinco dirigentes iranianos, incluindo o antigo Presidente Akbar Hashemi Rafsanjani.

 

Após a morte de Alberto Nisman, na véspera de uma audição sobre o caso no Congresso, soube-se que o procurador tinha redigido o rascunho de um mandado de detenção contra a Presidente argentina.

 

Três juízes já pediram escusa do caso, mas a autoridade federal judicial para os tribunais criminais acabou com o impasse entregando-o definitivamente a um deles, Daniel Rafecas, que decidirá agora se convoca Kirchner para prestar declarações.

 

Perito em direitos humanos, o juiz Rafecas tem produzido estudos sobre o Holocausto que mereceram prémios de três grupos judaicos argentinos.

 

É também conhecido por julgar responsáveis militares por abusos cometidos durante a ditadura argentina, entre 1976 e 1983.




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mais votado portuense 14.02.2015

Não passa de uma vulgar mandante de assassinos! E tão ladrão quem rouba como quem fica à porta, pelo que, esta pertence á corja de assassinos.

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Camponio da beira 14.02.2015

Até a justiça de um pais da america latina,daria, formação profissional à nossa! E depois admiram-se por terem sido expulsos de Timor!

Rogério 14.02.2015

E diziam uns teóricos, que as mulheres chegadas aos lugares de decisão teríamos um "mundo melhor", são em tudo igual aos homens (com as diferenças anatómicas que muito aprecio), sem tirar nem pôr!

portuense 14.02.2015

Não passa de uma vulgar mandante de assassinos! E tão ladrão quem rouba como quem fica à porta, pelo que, esta pertence á corja de assassinos.

Luís 13.02.2015

Uma vergonha...digna de cadeia tb pelo assassinato do Procurador. Se ouver Justiça no Mundo

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